Freguesias da Regi찾o de Loriga [찼rea do antigo Munic챠pio Loricense]
As seis freguesias que rodeiam Loriga,e que fazem parte da Associa챌찾o de Freguesias da Serra da Estrela,com sede nesta vila [resumo].
Alvoco da Serra
Alvoco da Serra 챕 uma freguesia portuguesa da Regi찾o de Loriga, com 37,57 km짼 de 찼rea e 646 habitantes (2001). Densidade: 17,2 hab/km짼. A freguesia 챕 constitu챠da por cinco localidades: Alvoco da Serra (sede da freguesia), Outeiro da Vinha, Vasco Esteves de Baixo, Vasco Esteves de Cima e Aguincho. Alvoco da Serra recebeu foral de D. Manuel I em 17 de Fevereiro de 1514,data em que deixou de pertencer ao concelho de Loriga. Foi vila e sede de concelho entre esta data e 1836, ano em que o concelho foi extinto. Tinha, em 1801, 667 habitantes. Entre 1836 e 1855 pertenceu novamente ao concelho de Loriga, ap처s o que passou a integrar o concelho de Seia.
Cabe챌a
Cabe챌a 챕 uma freguesia portuguesa da Regi찾o de Loriga, com 8,55 km짼 de 찼rea e 229 habitantes (2001). Densidade: 26,8 hab/km짼. Durante muitos anos foi conhecida como São Romão de Cabeça.Até ao século XIX pertenceu ao concelho,à paróquia e à freguesia de Loriga. A sua popula챌찾o vive em grande parte da agricultura e da pastor챠cia. Ant처nio de Almeida Santos, ministro em v찼rios Governos, ex-presidente da Assembleia da Rep첬blica, filho de uma loricense, nasceu em Cabe챌a, numa 챕poca em que dava aulas na escola prim찼ria local.
Sazes da Beira
Sazes da Beira 챕 uma freguesia portuguesa da Regi찾o de Loriga, com 6,39 km짼 de 찼rea e 341 habitantes (2001). Densidade: 53,4 hab/km짼. A primeira fixa챌찾o definitiva deu-se (sup천e-se) no s챕culo XV, no lugar chamado de "Sazes Velho". Em 1527 tinha a aldeia 65 pessoas. No entanto e continuando à procura de proximidade da água levou à fundação do que é hoje a aldeia de Sazes da Beira propriamente dita. N찾o se sabe a data da funda챌찾o da sua freguesia/par처quia, mas sabe-se que foi no in챠cio do s챕culo XVIII.Em 1731 챕 edificada a sua Igreja Matriz. Desde a sua fundação, Sazes pertenceu sempre ao concelho de Sandomil até à extin챌찾o deste em 1836, data em que passou a pertencer ao munic챠pio de Loriga.No meio de todas as remodela챌천es administrativas efectuadas (em que Sandomil esteve prestes a pertencer ao concelho de Loriga), a freguesia de Sazes (correspondente a todo o territ처rio da sua par처quia) pertenceu ao concelho de Loriga at챕 1855,data em que este foi extinto.
Teixeira
Teixeira 챕 uma freguesia portuguesa da Regi찾o de Loriga, com 12,88 km짼 de 찼rea e 233 habitantes (2001). Densidade: 18,1 hab/km짼. Pertenceu ao concelho de Loriga at챕 1514 data em que Alvoco da Serra recebeu foral de D. Manuel I, passando depois a fazer parte do novo concelho da Vide no in챠cio do s챕culo XVII. Voltou a ser inclu챠da no munic챠pio de Loriga, com a extin챌찾o do concelho de Vide em 1834, e at챕 1855. Passa ent찾o para o concelho de Seia ao qual pertence actualmente.
Valezim
Valezim 챕 uma freguesia portuguesa da Regi찾o de Loriga, com 10,94 km짼 de 찼rea, 382 habitantes (2001) e densidade populacional de 34,9 hab/km짼. O seu nome prov챕m de vallecinus (palavra do latim para vale pequeno).Outra hip처tese,baseada numa antiga lenda,n찾o tem qualquer fundamento,apesar de essa lenda ter origem em factos hist처ricos relacionados com Loriga. As principais actividades económicas da população estão ligadas à agricultura e pastorícia, turismo de habitação e à construção civil. O seu primeiro foral 챕 atribu챠do em 1201, por D. Jo찾o de Frois. Em 1514 챕 renovado por D. Manuel I, e passa a constituir um concelho formado apenas pela freguesia da sede. Entre os anos de 1836 e 1855 pertenceu ao concelho de Loriga. Nessa data foi integrado no concelho de Seia, onde pertence. A sua maior festividade 챕 em honra de Nossa Senhora da Sa첬de, realizada anualmente, no primeiro Domingo de Setembro.
Vide
Vide 챕 uma freguesia portuguesa da Regi찾o de Loriga, com 51,25 km짼 de 찼rea e 843 habitantes (2001), com uma densidade populacional de 16,4 hab/km짼. Est찼 situada na zona centro do pa챠s, no Parque Natural da Serra da Estrela, a uma dist창ncia de 25 Km da Torre. A freguesia engloba as seguintes e pequenas povoa챌천es anexas: Abitureira,Baiol,Balocas,Baloquinhas,Barreira,Barriosa,Barroco da Malhada,Borracheiras,Carvalhinho,Casal do Rei,Casas Figueiras,Cide, Ch찾o Cimeiro,Coucedeira,Costeiras,Fontes do Cide,Foz da Rigueira,Foz do Vale,Fr찼digas,Gondufo,Lamigueiras,Malhada das Cilhas,Monteiros,Muro ,Obra,Outeiro,Ribeira,Rodeado,Sarnadinha,Silvadal e Vale do Cide. Pertenceu ao concelho de Loriga at챕 ao in챠cio do s챕culo XVII,챕poca em que recebeu foral.Foi vila e sede de concelho at챕 ao ano de 1834, tendo nessa 챕poca passado a pertencer novamente ao munic챠pio loriguense at챕 1855, ano em que foi integrado no concelho de Seia. Em 1801 era constitu챠do apenas pela freguesia da sede e tinha 750 habitantes. Últimos estudos, levados a cabo em 2002, confirmam que o povoamento do Vale de Loriga em cujo extremo se encontra Vide, remonta pelo menos aos finais do Paleol챠tico Superior. Entre as zonas de Entre-찼guas e de Ferradurras, nesta freguesia, h찼 alguns n첬cleos rochosos que possuem v찼rias inscri챌천es rupestres, as maiores descobertas at챕 agora, que foram objecto de estudo, e que segundo os tra챌os gerais apresentados, pertencem à Idade do Bronze. A aldeia da Vide tem v찼rios acessos sendo os principais a EN 230, que vem de Oliveira do Hospital, e a EN 238, na Portela de Loriga, cruzamento com a EN 231 que une Loriga a Seia.
VIRIATO,LIDER LUSITANO E HEROI NACIONAL EM PORTUGAL
VIRIATHUS,LUSITANIAN LEADER AND PORTUGUESE NATIONAL HERO
"...Sucedeu o pastor Viriato,natural de Lobriga,hoje a vila de Loriga,no cimo da Serra da Estrela,Bispado de Coimbra,ao qual, aos quarenta anos de idade,aclamaram Rei dos Lusitanos,e casou em Évora com uma nobre senhora no ano 147..." (Livro manuscrito Hist처ria da Lusit창nia,Bispo-Mor do Reino,1580)
Viriato - A primeira figura da identidade lusa
Todos os grandes historiadores,come챌ando pelos romanos antigos,elogiam as grandes qualidades de Viriato.Nelas se destacam,a intelig챗ncia,o humanismo,a capacidade de lideran챌a,e a sua grande vis찾o de estratega militar e pol챠tico. A este grande homem,que liderou os Lusitanos,antepassados dos Portugueses,os romanos só conseguiram vencer recorrendo à vergonhosa trai챌찾o cobarde.Este homem,tal como outras grandes personagens da hist처ria,tinha origens humildes,provando-se na 챕poca,tal como hoje,que as capacidades individuais n찾o dependem do estrato social,nem das habilita챌천es acad챕micas.Viriato,era apenas um pastor,habituado desde crian챌a a percorrer as altas montanhas dos Herm챠nius (actual Serra da Estrela),onde nasceu,e que conhecia como a palma das suas m찾os.Um conhecimento que lhe valeu quando enfrentou os romanos,naquela que foi a maior fortaleza da Lusit창nia,onde os invasores tiveram mais dificudades. Ali se situava a terra-natal de Viriato,a localidade mais pr처xima do ponto mais alto da serra,um povoado fortificado,ao qual os romanos puseram o nome de Lorica,designa챌찾o para antiga coura챌a guerreira (LORICA LUSITANORUM CASTRUM EST).
Algumas cita챌천es de alguns dos maiores antigos historiadores romanos: -"...Viriato,um Lusitano de nascimento,sendo pastor desde crian챌a nas altas montanhas* da Lusit창nia,foi para todos os romanos motivo do maior terror.A pr챠ncipio armando emboscadas,depois devastando prov챠ncias,por 첬ltimo vencendo,pondo em fuga,subjugando ex챕rcitos de Pretores e C척nsules romanos. ..."(Or처sio(5.4.1) -"...Viriato,nascido e criado nas mais altas montanhas* da Lusit창nia,onde foi pastor desde crian챌a,conseguiu reunir o apoio de todo o seu povo para sacudir o jugo romano,e fundar uma grande na챌찾o livre na Hisp창nia (Pen챠nsula Ib챕rica). .."(Floro(1.33) -"...Este Viriato era origin찼rio dos Lusitanos...Sendo pastor desde crian챌a,estava habituado a uma vida dura nas altas montanhas*...Famoso entre as popula챌천es,foi por eles escolhido como chefe..."(Diodoro S챠culo(33.1.1-4) *Herm챠nius,actual Serra da Estrela
Viriato,na voz do maior poeta luso:
"...Assi o gentio diz.Responde o Gama: Este que v챗z,pastor j찼 foi de gado; Viriato sabemos que se chama, Destro na lan챌a,mais que no cajado; Injuriada tem de Roma a fama, Vencedor invencibil,afamado. N찾o t챗m com ele n찾o,nem ter puderam, O primor que com Pirro j찼 tiveram."
Lu챠s de Cam천es (Lus챠adas)
Viriato na voz de outro grande poeta luso:
"Se a alma que sente e faz conhece S처 porque lembra o que esqueceu, Vivemos,ra챌a,porque houvesse Mem처ria em n처s do instinto teu. Na챌찾o porque reencarnaste Povo porque ressucitou Ou tu,ou do que eras a haste Assim se Portugal formou. Teu ser 챕 como aquela fria Luz que precede a madrugada, E 챕 j찼 o ir a haver o dia No antemanh찾 confuso nada."
Fernando Pessoa (Mensagem)
Viriathus,lusitanian hero
In 147 b.C.,thousands of Lusitanian warriors found themselves surrounded by the military forces of magistrate Caio Vet챠lio.At first this seemed like just another roman attempt to seize the Iberian Pen챠nsula in the on going war in which the Roman Republic had led for years.But pursued by the enemy,the Lusitanians elect one of their own and hand him absolute power.Born in Lobriga,Lusitania,Lorica for the romans,current Loriga,Portugal,this man,who for seven will taunt the Romans,is called Viriathus. Between 147 and 139,the year in which he was killed (murder by the Romans,he was assassinated wihle sleeping),Viriathus successively defeated Roman armies,led a greater part of the Iberian peoples into revolt and was responsible for the beginning of the war of Num창ncia. After the murder,the Lusitanian guerrilla was continued to resist,"the women boke arms with the men,who died with a will,not a man of them showing his back,or uttering a cry.Of the women who were captured some killed themselves,others slew their children also with their own hands,considering death preferable to captivity". Viriathus,is considered the first lusian figure and also national hero in Portugal.It was born without a doubt in the Herm챠nius,current Mountain range of the Star(Serra da Estrela),wehere he was shepherd since child,more precisely in Lobriga,Lorica for the romans,current Loriga. Viriathus,was praised had to is great qualities human beings,and of great strategist to military and diplomat,inclusively for the old romans historians.Viriathus,proved that at the time,such as today,the individual capacities do not depend on the social estratum nor of the academical qualifications.Viriato,was only one shepherd,accustomed since child to cover mountains of the heart of the Lusitania. Rome,the superpower of the time,only obtained to arrange away it to win;resort to the shameful and dishonourable treason coward!Curiously,it was after an act of high treason of the part of the romans,which cost the life the thousand of disarmed Lusitanians,that Viriato was elect to leader for is compatriots. Viriathus,leader that it directed with effectiveness the resistance of the Lusitanians,ancestors of the Portugueses,against a powerful invader,is considered since its time an example to follow. Viriathus was a true military genious,politician and diplomat.But,moreover,he was the defender of a world asphyxiated by the great roman dominion.The world in which the very roots of Portugal are implanted.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga
Loriga Gentílico - Loricense ou Loriguense Concelho - Seia Área - 36,52 km² População - 1 370 hab. (2005) Densidade - 37,51 hab./km² Orago - Santa Maria Maior Código postal - 6270 Freguesias de Portugal Loriga 챕 uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52 km짼 de 찼rea, 1 370 habitantes (2005) e densidade populacional de 37,51 hab/km짼.
Índice 1 Breve história 2 Rua da Oliveira 3 Bairro de São Ginês (S.Gens) 4 Acordos de geminação 5 Ver também 6 Ligações externas
Loriga (pron.IFA [lo' riga ]) 챕 uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52 km짼 de 찼rea, 1 367 habitantes (2005) e densidade populacional de 37,51 hab/km짼. tem uma povoa챌찾o anexa, o Font찾o. Loriga encontra-se a 20 km de Seia, 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A vila 챕 acess챠vel pelas estradas EN 231 e EN 338, e tem acesso directo à Lagoa Comprida, pela EN338, estrada conclu챠da em 2006, com mais de quatro d챕cadas de atraso, seguindo um tra챌ado pr챕-existente, com um percurso de 9,2 km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas 960m (Portela de Loriga) e 1650m, junto à Lagoa Comprida. É conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária localiza챌찾o geogr찼fica. Est찼 situada a cerca de 770m de altitude, na sua parte urbana mais baixa, rodeada por montanhas, das quais se destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato (1771m), e 챕 abra챌ada por dois cursos de 찼gua: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento, que desagua na primeira depois da E.T.A.R. para formarem um dos afluentes do Rio Alva. Est찼 dotada de uma ampla gama de infrastrutras f챠sicas e culturais, que abrangem v찼rios campos e todos os grupos et찼rios, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, fundada em 1905, os Bombeiros Volunt찼rios de Loriga, criados em 1982, cujos servi챌os se desenvolvem para l찼 dos limites da freguesia, numa àrea praticamente equivalente ao antigo concelho de Loriga, a Casa de Repouso N짧. Sr짧. da Guia, uma das 첬ltimas obras sociais de relevo, e a Escola C+S Dr. Reis Leit찾o.
Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a P찼scoa (com a Amenta das Almas - cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de entes falecidos por altura da Quaresma), festas em honra de Sto. Ant처nio (durante o m챗s Junho) e S. Sebasti찾o (no 첬ltimo Domingo de Julho), com as respectivas mordomias e prociss천es. Por챕m, o ponto mais alto das festividades religiosas 챕 a festa dedicada à padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de N짧. Sr짧. da Ajuda, no Font찾o de Loriga.
Breve hist처ria
Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila, o seu nome primitivo,anterior à chegada dos romanos,era Lobriga. O local foi escolhido h찼 mais de dois mil e seiscentos anos, devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras),à abundância de àgua e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma ca챌a,e condi챌천es m챠nimas para a pr찼tica da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condi챌천es m챠nimas de sobreviv챗ncia para uma popula챌찾o e povoa챌찾o com alguma import창ncia.
O nome veio,da localiza챌찾o estrat챕gica da povoa챌찾o,do seu protagonismo e dos
seus habitantes,nos Herm챠nios (actual Serra da Estrela) na resist챗ncia lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica (antiga coura챌a guerreira).Os Hermínius eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto que os romanos lhe deram o nome de Lorica,nome de coura챌a guerreira, e
deste nome derivou Loriga (designa챌찾o iniciada pelos Visigodos), e que tem o
mesmo significado. É um caso raro, em Portugal, de um nome bimilenar,um dos factos que justificam que a coura챌a seja a pe챌a central e principal do bras찾o histórico da vila.É um nome muito antigo e de grande valor histórico para a vila.
Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisag챠stica 챕 o
principal atractivo de refer챗ncia. Os socalcos e sua complexa rede de irriga챌찾o s찾o um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca constru챠da pelos
Loricenses ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale belo, mas rochoso, num vale fértil.É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do bel챠ssimo Vale de Loriga,faz parte do patrim처nio hist처rico da vila,e 챕 demonstrativa do g챕nio dos Loricenses.
Em termos de patrim처nio hist처rico, destacam-se tamb챕m a ponte e a estrada romanas (s챕culo I a.C.), uma sepultura antropom처rfica (s챕culo VI a.C.), a Igreja Matriz (s챕culo XIII, reconstru챠da), o Pelourinho (s챕culo XIII,reconstru챠do), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos, a Rua de Viriato,o heroi lusitano que a tradi챌찾o local,e diversos antigos documentos,encontram origens nesta antiqu챠ssima povoa챌찾o.A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade,situada na àrea mais antiga do centro histórico da vila,recorda algumas das caracter챠sticas urbanas da 챕poca medieval. A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ru챠u no s챕culo XVI ap처s uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusit창nia, ao restante imp챕rio, merecem destaque.
Tamb챕m o Bairro de S찾o Gin챗s ( S. Gens )챕 um ex-libris de Loriga, e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo constru챠da no local de uma antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo. Quando os romanos chegaram, a povoa챌찾o estava dividida em dois n첬cleos: O maior, mais antigo e
principal, situava-se na àrea onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato, e estava fortificado com muralhas e pali챌ada. No local do actual
Bairro de S.Gin챗s (S.Gens), existiam j찼 algumas habita챌천es encostadas ao promont처rio rochoso, em cima do qual os Visigodos constru챠ram mais tarde uma
ermida dedicada àquele santo. Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado Real e a Igreja
Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era j찼 o de Santa Maria Maior,e que se mant챕m, foi constru챠da no local de um outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com inscri챌천es visig처ticas, que est찼 colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo rom창nico, com tr챗s naves, e tra챌a exterior lembrando a S챕 Velha de
Coimbra, esta igreja foi destru챠da pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado tamb챕m a resid챗ncia paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edif챠cio da C창mara Municipal constru챠do no s챕culo XIII. Um emiss찼rio do Marqu챗s de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contr찼rio do que aconteceu com a Covilh찾 (outra localidade serrana muito afectada), n찾o chegou do governo de Lisboa qualquer aux챠lio. Loriga 챕 uma vila industrial (t챗xtil) desde o in챠cio do s챕culo XIX, chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho s처 conseguiu suplant찼-la quase em meados do s챕culo XX.Tempos houve em que,s처 Covilh찾 ultrapassava Loriga em n첬mero de empresas.Nomes de empresas,tais como;Regato,Redondinha,Fonte dos Amores,Tapadas,F창ndega,Leit찾o & Irm찾os,Augusto Luis Mendes,Lamas,Nunes Brito,Moura Cabral,Lorimalhas,etc,fazem parte da rica hist처ria industrial desta vila.A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Lu챠s Mendes, o mais destacado dos antigos industriais Loricenses.Apesar,por exemplo,dos maus acessos,que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica com dois mil anos,o facto 챕 que os Loricenses transformaram Loriga numa vila industrial progressiva,o que confirma o seu g챕nio.Mas,Loriga acabou por ser derrotada por um inimigo pol챠tico e administrativo,local e nacional,contra o qual teve que lutar desde o s챕culo XIX.
A hist처ria da vila de Loriga 챕, ali찼s, um exemplo das consequ챗ncias que os confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de uma regi찾o. Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o s챕culo XII, tendo recebido forais em 1136 (Jo찾o Rh창nia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas d챕cadas, no reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e 1514 ( D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa, teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855.A conspira챌찾o movida por desejos expansionistas da localidade que beneficiou com o facto,precipitou os acontecimentos.Tratou-se de um grave erro pol챠tico e administrativo,como ali찼s tem vindo a confirmar-se. Foi no m챠nimo um caso de injusta vingan챌a pol챠tica,numa 챕poca em que n찾o existia democracia e reinavam o compadrio e a corrup챌찾o,e assim come챌ou o decl챠nio de toda a Regi찾o de Loriga (antigo concelho de Loriga).Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, come챌ando pela vila de Loriga, esta regi찾o estar찼 desertificada dentro de poucas d챕cadas,o que,tal como em rela챌찾o a outras relevantes terras hist처ricas do interior do pa챠s,ser찼 concerteza considerado
como uma vergonha nacional.Confirmaria tamb챕m a 처bvia exist챗ncia de graves e
sucessivos erros nas pol챠ticas de coes찾o,administra챌찾o e ordenamento do territ처rio.Para evitar tal situa챌찾o,vergonhosa para o pa챠s,챕 necess찼rio no m챠nimo por em pr찼tica o que j찼 챕 reconhecido no papel;Desenvolver a vila de Loriga,polo e centro da regi찾o. A 찼rea onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabe챌a, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoa챌천es anexas, pertenceu ao Munic챠pio Loricense.A vila de Loriga,situa-se a vinte quil처metros da actual sede de concelho, e algumas freguesias da sua regi찾o situam-se a uma dist창ncia muito maior.
A Regi찾o de Loriga, 찼rea do antigo Munic챠pio Loricense,constitui tamb챕m a Associa챌찾o de Freguesias da Serra da Estrela,com sede na vila de Loriga. Loriga e a sua regi찾o possuem enormes potencialidades tur챠sticas,e as 첬nicas
pistas e estância de esqui existentes em Portugal,estão localizadas na àrea da freguesia da vila de Loriga.
Rua da Oliveira
A rua da Oliveira 챕 uma rua situada no centro hist처rico da vila. A sua escadaria tem cerca de cem degraus em granito, o que lhe d찼 caracter챠sticas peculiares.Esta rua recorda muitas das caracter챠sticas urbanas medievais do centro hist처rico da vila de Loriga.
Bairro de S찾o Gin챗s (S.Gens)
O bairro de S찾o Gin챗s 챕 um bairro do centro hist처rico de Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos bairros mais conhecidos e tipicos da vila. As melhores festas de S찾o Jo찾o eram feitas aqui. Curioso 챕 o facto de este bairro do centro hist처rico da vila dever o nome a S찾o Gens, um santo de origem c챕ltica matirizado em Arles, na G찼lia, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visig처tica situada na 찼rea. Com o passar dos s챕culos os loricenses mudaram o nome do santo para S.Gin챗s, talv챗z por ser mais f찼cil de pronunciar. Este n첬cleo da povoa챌찾o, que j찼 esteve separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.
Acordos de gemina챌찾o
Loriga celebrou acordo de gemina챌찾o com: A vila,actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.
Ver tamb챕m Geografia romana em Portugal Liga챌천es externas Portal Loriga News Principal página de Loriga
http://pt.wikipedia.org/wiki/Loriga . O conte첬do desta p찼gina est찼 sob a GNU Free Documentation License 1.2., e ao seu autor ( um conhecido historiador e divulgador Loriguense ).
Entretanto a p찼gina foi vandalizada, tendo sido apagados conte첬dos e introduzidos conte첬dos errados, incluindo a imagem de um bras찾o ilegal e n찾o oficial.
It comes to invest in Loriga
The beautiful,historical small city of Loriga has many and enormus tourist potentialities for to profit. If to pretend to invest in tourism,the particular or enterprise heading,and appreciate the nature and history,Loriga is the ideal place for himself. But,the beautiful and historical Loriga,is also an industrial city has two centurys.Loriga also is opened to any industrial investement since that it respects the spectacular nature that involves the city. They are welcome to the beautiful,historical Loriga,land of Viriathus!
Viriathus,lusitanian hero
Viriathus was born in Loriga
In 147 b.C.,thousands of Lusitanian warriors found themselves surrounded by the military forces of magistrate Caio Vetílio.At first this seemed like just another roman attempt to seize the Iberian Península in the on going war in which the Roman Republic had led for years.But pursued by the enemy,the Lusitanians elect one of their own and hand him absolute power.Born in Lobriga,Lusitania,Lorica for the romans,current Loriga,Portugal,this man,who for seven will taunt the Romans,is called Viriathus. Between 147 and 139,the year in which he was killed (murder by the Romans,he was assassinated wihle sleeping),Viriathus successively defeated Roman armies,led a greater part of the Iberian peoples into revolt and was responsible for the beginning of the war of Num창ncia. After the murder,the Lusitanian guerrilla was continued to resist,"the women boke arms with the men,who died with a will,not a man of them showing his back,or uttering a cry.Of the women who were captured some killed themselves,others slew their children also with their own hands,considering death preferable to captivity". Viriathus,is considered the first lusian figure and also national hero in Portugal.It was born without a doubt in the Hermínius,current Mountain range of the Star(Serra da Estrela),wehere he was shepherd since child,more precisely in Lobriga,Lorica for the romans,current Loriga. Viriathus,was praised had to is great qualities human beings,and of great strategist to military and diplomat,inclusively for the old romans historians.Viriathus,proved that at the time,such as today,the individual capacities do not depend on the social estratum nor of the academical qualifications.Viriato,was only one shepherd,accustomed since child to cover mountains of the heart of the Lusitania. Rome,the superpower of the time,only obtained to arrange away it to win;resort to the shameful and dishonourable treason coward!Curiously,it was after an act of high treason of the part of the romans,which cost the life the thousand of disarmed Lusitanians,that Viriato was elect to leader for is compatriots. Viriathus,leader that it directed with effectiveness the resistance of the Lusitanians,ancestors of the Portugueses,against a powerful invader,is considered since its time an example to follow. Viriathus was a true military genious,politician and diplomat.But,moreover,he was the defender of a world asphyxiated by the great roman dominion.The world in which the very roots of Portugal are implanted.
Concise note on the history
Loriga is an ancient,beautiful and historic small portuguese town,located in the Serra da Estrela mountains.- Historical center of the town. Known as Lobriga by the Lusitanians and Lorica by the Romans,it is more 2600 years old.Lorica,was the name given by the Romans the Lobriga,population the was,in the Hermínius(current Serra da Estrela mountains)a strong Lusitanian bastion against the romans invaders.The Hermínius had been the biggest lusitanian fortress and situated Lorica in the heart of this fortress,close to the high point.Lorica,latin it,is name of old warlike harness,from that it derived Loriga,with signification.The Romans had the same put such name to it,due to its strategical position in the mountain range,and to its protagonism during the war with Lusitanians.(LORICA LUSITANORUM CASTRUM EST).This a case rare of a name that if it practically keeps unchanged has two a thousand years,being highly significant of the antiquity and the history of the population(the Lorica is the central piece in the coat of arms). The population was established strategically in the high one of a hill,between two banks,in an beautiful origin valley glacier,where the presence human being exists has,at least,five a thousand years.Ignore if as it is evident,remote date of the foundation,but it is known that the population exists more than has two thousand and six hundred years,and appeared originally in the same place where today Valley of Loriga is the historical center of the town.No exist currently,beyond the town,the villages of Cabe챌a,Muro,Casal do Rei,and Vide. Of the time daily pay Roman exists,for example an antropomorphus
sepulture,in a place where one old sanctuary existed,at a time where the name of the population was Lobriga,etymology of evident origin celtic.Lobriga,was an important strenghtened population,Celtic and Lusitanian,in the mountain range.Notable people from Loriga include Viriathus (known as Viriato in portuguese),a famous Lusitanian leader and portuguese national hero. The local tradition,and diverse old documents,point Loriga as having been cradle of Viriathus,that was born,without a doubt,in the Hermínius,where the existing description in the book was interesting shepherd since child.The manuscript History of the Lusitania,of Bispo-Mor do Reino(1580):"...Succeeded the Viriato shepherd,born in Lobriga,today the small town of Loriga,in the top of a mountain of the mountain range of the Star,Bishopric of the Coimbra,to which,the forty years of age,will acclaim King of the Lusitanians,and married in Évora with a noble lady in year 147...".A main street,of the àrea oldest of the historical center of the town has the name of Viriathus. Still today parts of the road,and one of the two bridges(century I b.C.),with that the Romans had bound to Lorica to remain empire.A bridge still existing Roman,on the bank of Loriga,it is in good condition of conservation,and is a good unit of the architecture of the time.The road Roman bound to Lorica the Egit창nia(Idanha-a-Velha),Talabara(Alpedrinha),Sellium(Tomar),Scallabis(Santa r챕m),Olisipo(Lisbon) and the Longóbriga(Longroiva),Verurium(Viseu),Balatucellum(Bobadela),Conímb riga(Condeixa-a-Velha) and Aeminium(Coimbra). When the Romans arrived,the population were divided in two separate nucleus for few hundreds of meters.The bigger and main he was placed in the àrea where today the First Church and part of the Street of Viriathus,being defended by walls and palisade.The exist another
nucleus,constituted only some habitations,it a small promontory rocky.In local exists the Quarter of S.Ginês (S.Gens). Loriga,was also important for the Visigods,which had left ermida,probably the older christian temple construted in the locality,dedicated to the S.Gens,a saint of celtic origin,martirize in Arles,the Gália,the time of emperor Diocleciano.A suffered workmanships from alteration and patron was substituted,starting to be Ours Saint Mary Lady of the Carmo.With the ticket of the centuries,the loricenses had started to know the saint for S.Ginês,today name of a quarter of the historical center of the town.A current derivation of the name,Loriga,started to be used for the Visigods. The first church has,in one of lateral doors,a rock with visigotics registrations,used to advantage when of the construction dated of 1233 and was proper king ( in the time D.Sancho II ) ordered to constrution.A old church,was a romanic temple with three ships,with it traces fellow creature to the one of the old Sé de Coimbra,even so the building had different dimensions,it had the ceiling one and vault painted,and,when it was destroyed by the earthquake of year 1755,was possession pictures of the school of Grão Vasco in the walls. Since it reconquers christian,who Loriga was under the exclusive
real administrative influence and ecclesiastical of Coimbra,include the Vigariaria do Padroado Real.In the second half of century XII already existed the Parish of Loriga,and the faithful of then the small places or "couples"of the outskirts,came to the town to attend the religious services. The town of Loriga,received municipal charters (Forais) from Rhânia(seigniory João of Lands of Loriga in the time of D.Afonso
Henriques)in 1136,D.Afonso III in 1249,D.Afonso V in1474,and received charter new from D.Manuel I in 1514.With D.Afonso III,the town returned to the ownership of the Crown,and in 1474,D.Afonso V donated to Loriga to the Àlvaro Machado noble,axe donation confirmed in 1477,and later for D.Manuel I.But meanwhile,after he death of the related noble,the town was enclosed definitively in the goods of the Crowh.In the century XIII,the municipality of Loriga enclosed the understood area enters the Portela de Loriga (today also known by Portela do Arão) and Pedras Lavradas,including the areas of the actuals clienteles of Alvoco da Serra,Cabeça,Teixeira,and Vide.In the first half of the century XIX,in 1836,the Municipality of Loriga passed to enclosed the populations of the Valezim and Sazes da Beira.Valezim,current historical village.Alvoco da Serra received charter in 1514,and Vide received charter in the century XVII,but the Municipality of Loriga in 1828 had come back to be part do and 1834 respectively,also in beginning century XIX.The seven clienteles who occupy the area of the old Loricense Municipality,currently constitutes the called Region of Loriga and the Associação de Freguesias da Serra da Estrela with head office in Loriga. Loriga,is a industrial town(textile)since the beginning of century XIX,when "it adhered"to the call industrial revolution,but,on longer century XVI,the loricenses produced bureis and other cloths woollen.Later,the metallurgy,the pastry shop,and more recently,the tourism(Loriga as enormous touristics potentialities),pillars of the economy had started to be part of them of town.In Loriga they are the only ski resort and existing ski trails in Portugal.Loriga is the Luso Capital and capital of the snow in Portugal.
Some historical dates
446 B.C. - Arrive of the Celts,wich stablished in the actual Portugal and Galiza territory. 218 B.C. - Begining of the roman invasion into Iberian Península,with the disembark of Cneu Cipião. 180 B.C. - Possible date of Viriathus born in Lobriga,known as Lorica by the Romans (actual Loriga),in Hermínius mons,heart of the Lusitania. 154 B.C. - First great battle between Lusitanians and Romans troops.The Lusitanians,comanded by Punico,maded a heavy loss in the Roman armies. 153 B.C. - Cesaro,in the comandof the Lusitanians,defeated the Romans,wich lost nine thousand men. 151 B.C. - Servius Sulpícius Galba,after several combats and after offer piece and lands to the Lusitanians,he convinced them to deliver their arms,and after this,Servius killed thousands of Lusitanians,and then selled the survivors,as slaves,by sending them to Gaul.However,some of the survivors escaped;one of them was Viriathus. 147 B.C. - Viriathus was elected chief of the Lusitanian People.The Lusitanians,comanded by Viriathus,defeated the Romans,that had lost thousands of men,including Pretor Vetílius. 146 B.C. - A pretorian army,comanded by Plaucius,was defeated by
Viriathus,and the Lusitanians killed thousands of Romans troops.In the same year,the Romans losed their important army.Viriathus`Lusitanians defeated the roman forces of Claudius
Unimanus,governor of the Citerior. 145 B.C. - Viriathus`Lusitanians defeated the roman forces of Caius Nigidius. 143 B.C. - The roman forces of Fabius Maximus Aemilianus are defeated in Ossuma (near modern Córdoba).The roman forces of Fabius Maximus Aemilianus are totally defeated near what is today the city of Beja,in Alentejo. 142 B.C. - Serviliano was defeated by Viriathus,dying more than three thousand Romans,and the survivors escaped in the nigth. 140 B.C. - Fabius Servilianus,new Consul of Citerior,after having sacked several cities loyal to Viriathus in Baetica and southern
Lusitania,is defeated by the Lusitanians in Erisane (in Baetica).Thousands of Roman troops were surrounded by the Lusitanians,without any way of escaping.In a good will alt,Viriathus proposed a treaty of piece, accepted by the roman Pretor,and suported by Rome.Viriathus was then considered as "friend of Rome" to live in piece in their lands. 139 B.C. - The Pro-Consul Servilio Cepião,with rome`s autorization,restarted the war,and ordered the assassination of Viriathus.The great Lusitanian leader was murdered in his tend while he was sleeping.Rome,proud of it`s culture and civilization,finnished,in this shamed and deshonourable way,the Lusitanian resistance,wich prevailed,but with less deaths in the
Roman armies. 40 B.C. - Possible date of conclusion of the Roman road construction in Lorica. 20 B.C. - Defenitive demarcation of the Lusitania frontiers,wich
covered the actual portuguese territory and that extended close to Tolletum (actual Toledo).
Loriga - Notas históricas
As origens de Loriga remontam há mais de dois mil e seiscentos anos.Sabe-se que,no século VI antes de Cristo,já existia na colina,onde hoje está o centro histórico da vila,uma povoação cujos habitantes se dedicavam fundamentalmente à pastorícia e à agricultura. Esta povoação tinha uma configuração curiosa pois estava dividida em dois núcleos.Um deles,o mais antigo e principal,situava-se na àrea onde hoje existem a Igreja Matriz e a parte superior da Rua de Viriato,e o seu perímetro era defendido por uma barreira constitu챠da em parte por muros,em parte por paliçada de madeira. O outro núcleo da povoação,situava-se a algumas centenas de metros mais acima,encostado a um promontório rochoso,onde hoje existe o
Bairro de S.Ginês (S.Gens).Este núcleo que,até à época dos Romanos,tinha poucas habitações,ganhou então maior expansão que se acentuou com a chegada dos Visigodos.Aliás,este actual bairro do
centro histórico da vila,deve o nome a uma ermida construída pelos Visigodos em cima do afloramento granítico,e cujo orago era S.Gens,nome que curiosamente os loricenses trocaram,séculos mais
tarde,por S.Ginês,talvêz por ser mais fácil de pronunciar.Foram também os Visigodos que substituíram o nome latino Lorica,pela derivação Loriga,nome actual que tem o mesmo significado. Com a chamada romanização,surgiram pequenos núcleos habitacionais,com pouca expressão,que viriam a desaparecer,espalhados pelo Vale de Loriga.É que a romanização conduziu à morte inevitável dos castros lusitanos espalhados pela serra que estavam situados em locais inviáveis,usados como refúgio,sítios onde a única vantagem existente era a facilidade de defesa,e que não tinham os requisitos fundamentais para a permanência de uma povoação a longo prazo,tais como a existência
próxima de àgua e terras próprias para a agricultura. Um exemplo clássico é o caso do castro que estava situado perto da Portela de Loriga,numa colina que por esse facto se chama,do Castelo,e cujas ruínas já muito degradadas,ainda eram visíveis no século XVIII.Os poucos habitantes desse castro,talvêz a maioria,devem ter-se fixado no castro vizinho de Lorica,que fora
sempre maior e mais populoso,que estava sempre à vista e que conheciam bem.Aliás,havia vários locais do Vale de Loriga onde existiram habitações,que eram especiais,ou mesmo sagrados para os habitantes destes dois castros.Um desses locais era certamente o que hoje é conhecido por Campa,onde pode admirar-se uma sepultura antropomórfica com cerca de dois mil e seiscentos anos. Pela sua localização estratégica,numa colina defensável junto a dois cursos de àguas abundantes,e próxima do ponto mais alto da serra,transformada pelos Lusitanos numa gigantesca fortaleza,a povoação rápidamente se tornou num bastião lusitano na luta contra os poderosos Romanos.Não foi por acaso que,assim que começaram a ter algum controlo sobre este coração da Lusitânia,os Romanos se deram ao trabalho de construír uma estrada nesta zona montanhosa e dif챠cil para ligarem Lorica ao restante império.Se mais nenhum dado existisse sobre a antiguidade da povoação naquela localização,a existência da estrada romana e o traçado escolhido,provam por si que ali,naquela colina,já havia uma povoação com alguma import창ncia.Se assim não fosse,a estrada teria tido um traçado diferente,aproximado com o da actual EN231,evitando os declives existentes,e teria sido mais fácil de construír para os Romanos. Para além dos ancestrais Lusitanos,os povos que mais influência exerceram em Loriga foram,pela ordem de chegada,os Celtas,os Romanos,e os Visigodos.A presença dos Mouros em Loriga foi escassa,já que eles nunca apreciaram muito estas paragens,foi portanto pouco influente,e foi também conflituosa,tendo sido expulsos pelo menos uma vêz pelos loricenses.Pode imaginar-se quais teriam sido as consequências repressivas...Tais factos,este em concreto ocorrido no início da presença dos Mouros,deu origem à lenda da origem da aldeia vizinha de Valezim e que diz o seguinte:"...Tendo sido expulsos de Loriga,os Mouros chegaram àquele vale e exclamaram:Neste vale sim!Decidiram então fundar ali uma povoação a qual ficou com o nome de Valezim devido à tal exclamação...".Claro que a origem do nome daquela aldeia hist처rica não é essa,pois os Mouros não falavam português,e esse é o pormenor da lenda que não tem nada de histórico. Com o nascimento de Portugal,Loriga passou a ter sempre a tutela
real,salvo duas excepções.Uma,foi logo no início,no tempo do rei
D.Afonso Henriques,em que Loriga,durante um breve período de cerca de vinte anos,pertenceu ao fidalgo João Viegas,também conhecido por João Rânia ou Ranha,que lhe deu o primeiro foral.A vizinha aldeia de Sandomil pertencia também a esse fidalgo.A outra excepção foi no
tempo do rei D.Afonso V em que as Terras de Loriga e o concelho passaram a pertencer ao fidalgo Àlvaro Machado,que era também senhor de Oliveira do Hospital e de Sandomil.Àlvaro Machado era filho e
herdeiro de Luís Machado e durante o reinado de D.Manuel I,o concelho e vila de Loriga voltaram à posse da Coroa.Loriga,aliás,pertencia também à Vigariaria do Padroado Real,e foi o próprio rei,na época D.Sancho II,que mandou construír a Igreja Matriz em 1233,igreja essa que acabaria destruída pelo sismo de 1755.A igreja,construída no local de um pequeno templo visig처tico,do qual foi aproveitado uma pedra com incrições,colocada por cima de uma das portas laterais,era de estilo românico,com três naves,e traça exterior recordando a Sé Velha de Coimbra. O primeiro foral régio concedido à vila de Loriga,teve o cunho de D.Afonso III,seguindo-se os forais de D.Afonso V e de D.Manuel I. A àrea das Terras e Concelho de Loriga,correspondia,até ao in챠cio do século XIX, à mesma àrea onde hoje existem,além da vila,as freguesias de Cabeça,Vide,Alvoco da Serra e Teixeira.É o territ처rio existente entre a Portela de Loriga e Pedras Lavradas.No século XII a Portela de Loriga era a "fronteira" entre o Município Loricense e o Couto de S.Romão até ao início do século XIII,quando Valezim recebeu foral,passando então a marcar o limite com aquele concelho.No início do século XIX o Município Loricense foi ampliado para norte,passando a incluír as actuais freguesias de Valezim e
Sazes da Beira.Todas as sete freguesias,incluíndo a vila,constituem a Região de Loriga, e também a Associação de Freguesias da Serra da Estrela,com sede na vila. O terramoto de 1755,como é óbvio,não provocou apenas a ruína da Igreja Matriz.Outros edifícios importantes foram afectados,tais como a residência paroquial,que ficou sem a fachada,e o edifício da Câmara Municipal que abriu brechas,embora sem provocar a ru챠na.Os danos em habitações foram também enormes,e a população de Loriga
teve grandes dificuldades em recuperar da trag챕dia.Miraculosamente o número de vítimas foi muito reduzido,apesar dos grandes estragos em quase todos os edificios.Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os prejuízos,mas nunca chegou do seu governo qualquer ajuda de monta,ao contrário do que aconteceu na Covilhã,outra localidade serrana também muito afectada. Desde o início do século XIX,que a indústria têxtil artesanal e doméstica,ligada à pastorícia e produção de lã,existente em Loriga há muitos séculos,se organizou em modernas fábricas.Loriga transformou-se numa das localidades beirãs mais industriais,e at챕 meados do século XX foi a localidade mais industrializada da àrea do actual concelho.Tempos houve em que,na região,só Covilhã ultrapassava Loriga em número de empresas. A indústria floresceu e desenvolveu-se graças ao espírito empreendedor dos loricenses,e apesar de,por exemplo,dos maus acessos.Até aos anos trinta do século XX,a única estrada de acesso a Loriga que existia era a velhinha estrada romana,construída no século I antes de Cristo.Empresas como as fábricas da Fândega,Regato,Redondinha,Tapadas,Leitões, Lamas,que infelizmente j찼 não existem,ficaram na história.As indústrias de malhas e metalúrgica surgiram na primeira metade do século XX e ganharam também grande destaque. O turismo é hoje um pilar importante da economia da vila,destacando-se por exemplo,o facto de a única estância de esqui existente em Portugal estar situada em Loriga,mais exactamente na parte superior do vale com o mesmo nome.
Homenagem No dia 22 de Fevereiro passa mais um anivers찼rio do acidente de avia챌찾o ocorrido em 1944. O tenente W.Walters,o tenente J.Barbour,o capitão R.T.Hildick e o tenente J.P.Thom,da South Africa Air Force,assim como os cabos J.L.Walker e H.E.Hedges,da Royal Air Force,perderam a vida quando o bombardeiro Hudson que tripulavam,embateu contra uma das altas montanhas sobranceiras à vila de Loriga. A foto apresentada é das campas destes militares que estão sepultados no cemitério de Loriga,e pode ver mais fotos através dos links de imagens deste site. pode ver-se a homenagem aos militares sul africanos que perderam a vida naquele aidente.
LORIGA - Portugal web
LORIGA
Bem-vindos a Loriga
A próxima vêz que fôr à Serra da Estrela, e se ainda não conhece,não se esqueça que a serra não é apenas a subida para a Torre,seja pela Covilhã ou por Seia.Quem conhece e visita apenas essa parte da Serra da Estrela,tem ou fica com uma ideia muito limitada do que é a serra,e conhece pouco do muito que ela tem para mostrar. Freguesia de Loriga
Se a sua deslocação fôr pelo lado de Coimbra,pode ter o privilégio de subir o belíssimo vale glaciar de Loriga,com as suas encostas verdejantes.Antes de chegar à vila de Loriga,passará pelas belas aldeias de Muro,Casal do Rei e Cabeça.Aldeias nas quais o xisto ainda domina nas paredes das suas casas,aninhadas no
Vale de Loriga,envolvidas numa beleza calma,repousante,inesquecível. A subida pelo Vale de Loriga começa na aldeia de Vide ( à qual se chega pelo IP3,EN17 e EN 230 (IC6),e as encostas vão surgindo cada vêz mais altas,à medida que o vale vai estreitando e depois alargando,tornando-se amplo para receber o casario da vila de Loriga,que já é visível.A aldeia de Cabeça ficou para trás e encontra uma estrada mais larga,é a EN 231,e o local chama-se ( já era assim no século XII ) Portela de Loriga,também conhecida actualmente por Portela do Arão.Ali vira à direita e em breve está a entrar na vila. A descida do Vale de Loriga,o caminho inverso,também é espectacular. Em alternativa,pode utilizar a EN338 a partir da aldeia de
Vide,seguindo um percurso menos interessante mas mais rápido,lateral em relação ao Vale de Loriga.Esta estrada passa pela Portela de Loriga. Pelo lado da Covilhã,sai da A 23,apanha a EN 230 no Tortosendo,passa por Unhais da Serra até encontrar um amplo cruzamento,num local conhecido por Pedras Lavradas. Entrou na Região de Loriga,na àrea do antigo Município de Loriga.Aí vira à sua direita, começando a percorrer uma das mais belas encostas da Estrela, passa por Alvoco da Serra,e a subida termina na entrada do Vale de Loriga.A vista torna-se mais abrangente,mais bela,está no Mirante de Loriga. Pare,aproxime-se da berma da estrada ( existe um terraço ),e contemple a beleza esmagadora que tem diante de si.Lá em baixo,o casario da vila estende-se pelo imponente vale,juntamente com muitas centenas de socalcos,uma obra gigantesca feita pelos loricenses ao longo de muitas centenas de anos.Socalcos que,aliados a uma complexa rede de irrigação, transformaram um vale pedregoso num vale fértil.A imponência desta obra gigantesca é mais visível na colina onde se ergue o centro
histórico da vila,local onde,há mais de dois mil e seiscentos anos surgiu a povoação.A colina ergue-se entre duas ribeiras,qual ilha,um local sem dúvida bem escolhido pelos
antepassados dos loricenses.Desça e seja bem-vindo à vila.
Pelo lado de Seia,apanhe a EN 231 na direcção da Covilh찾,entre na Região de Loriga passando pela bonita e histórica aldeia de Valezim e entre no Vale de Loriga pela Portela de Loriga.Através da EN 338,existe o acesso rápido à Torre,e vice-versa,através deste cruzamento,permitindo também maior fluidês no trânsito nas
épocas de grande movimento turístico.A EN 338 liga a EN 230,junto da aldeia de Vide,à EN 339 acima da Lagoa Comprida,através da Portela de Loriga,local onde cruza com a EN 231. Caso não saiba,e seja praticante de esqui, fique a saber que,as Pistas de Esqui estão dentro da àrea da freguesia de Loriga.A neve é sempre um grande atractivo, no Inverno,e pode portanto praticar esqui em Loriga.Mas,no Verão,também tem praia em Loriga,mais exactamente,praia fluvial,situada numa àrea onde são ainda perfeitamente visíveis os vestígios deixados pelo glaciar que abriu o belo Vale de Loriga. Um largo com um jardim e um fontanário de granito,assinalam o início da àrea urbana da vila,a qual se torna visível após a curva na estrada.Aparecem as montanhas com cerca de dois mil metros de altitude,que parecem querer desabar sobre a vila,um sinal evidente que está no coração da Serra da Estrela,na localidade geograficamente mais próxima da Torre,o ponto mais alto. Se quiser apreciar a bela e singular vista do centro hist처rico da vila, enquadrado na fantástica paisagem do Vale de Loriga,vire à sua direita e desça ao santuário de Nossa Senhora da Guia.Ali, pode gozar momentos de prazer ou de fé ( ou ambos ),enquanto aprecia a espectacular paisagem.A algumas centenas de metros à direita da estrada que desce para o santu찼rio,pode admirar uma sepultura antropomórfica milenar,e um troço da
estrada romana de Lorica, construída no século I antes de Cristo,e que foi utilizada até à década de trinta do século XX.Do outro lado da vila pode admirar também outro troço da estrada,e a ponte romana construída sobre a Ribeira de Loriga. Pode entrar no centro histórico da vila,via santuário,pela muito antiga Rua do Porto,que teve origem na estrada romana,e ter uma perspectiva única da colina coroada pelo casario,que se ergue do outro lado da Ribeira deS.Bento.Mesmo que não tenha grandes conhecimentos de história, poderá então imaginar a antiguidade da povoação.Pode optar pela entrada moderna e ampla da Avenida Augusto Luís Mendes. Seja bem-vindo(a) à bela e histórica vila de Loriga,onde muitas e agradáveis surpresas esperam por si. Loriga,9 de Março de 2003
LORICA - LORIGA __________________________________________________________________________
LORIGA
40º 19' N 7º 41'O
Gentílico - Loricense ou loriguense
Área - 36,52 km² População - 1 367 hab. (2005) Densidade - 37,51 hab./km² Orago - Santa Maria Maior Código postal - 6270
Apelidada de "Suíça Portuguesa", é a vila mais alta de Portugal. Loriga é uma vila e freguesia portuguesa do distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1 367 habitantes (2005) e densidade populacional de 37,51
hab/km². Tem uma povoação anexa, o Fontão.
Loriga encontra-se a 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A vila é directamente acessível pela EN 231, e indirectamente pela EN338, e tem acesso directo à Lagoa
Comprida, pela referida EN338,estrada concluída em 2006, seguindo um traçado pré-existente e pré-projectado há mais de quarenta anos,com um
percurso de 9,2 km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas 960m (Portela de Loriga,também conhecida por Portela do Arão) e 1650m, junto à Lagoa Comprida.
É conhecida há décadas como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária localização geográfica. Está situada a cerca de 770m de
altitude,na sua parte urbana mais baixa, rodeada por montanhas, das quais se destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato (1771m),e é abraçada por dois cursos de 찼gua: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento, que se unem depois da E.T.A.R. para formarem um dos maiores afluentes do Rio Alva.A montante da vila, a Ribeira de Loriga recebe também o Ribeiro da Nave, um afluente que tem um curso extraordinário e passa por uma das zonas mais belas do Vale de Loriga, incluíndo os famosos Bicarões, cascatas a alta altitude junto das quais se encontra uma conhecida quinta.
A vila está dotada de uma ampla gama de infrastrutras físicas e culturais,que abrangem todas as àreas e todos os grupos etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, fundada em 1905, os Bombeiros Voluntários de Loriga, criados em 1982, cujos serviços se desenvolvem na àrea equivalente ao antigo concelho de Loriga, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a Escola C+S Dr. Reis Leitão. Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas) e festas em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (durante o mês de Julho), com as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada à padroeira dos emigrantes loricenses, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.
Breve história
Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as
terras mais baixas providenciarem alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.
O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos Hermínios (actual Serra da Estrela) na resist챗ncia lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica (antiga couraça guerreira), de que derivou Loriga, palavra que tem o mesmo significado. Os Hermínios eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto que os romanos lhe deram o nome de Lorica, e deste nome derivou Loriga (derivação iniciada pelos Visigodos) e que tem o mesmo significado. É um caso raro, em Portugal, de um nome bi-milenar,e a Lorica é a peça
principal do brasão da vila.O brasão antigo da vila era constituído por uma couraça em prata e uma estrela com sete pontas em ouro,sendo que o
escudo era de azul celeste. Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisag챠stica 챕 o principal atractivo de referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca construída pelos loricenses ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale belo mas rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do belíssimo Vale de Loriga,fazendo parte do património histórico da vila e é demonstrativa do génio dos seus habitantes.
Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja Matriz (século XIII,reconstruída), o Pelourinho (século XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos e a Rua de Viriato. A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade, situada na área mais antiga do centro histórico da vila,recorda algumas das características urbanas da época medieval. A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque. A tradição local e diversos antigos documentos apontam Loriga como berço de Viriato, e no
início do século XX existiu mesmo um movimento loricense para lhe erigir um estátua na vila, o que não chegou a concretizar-se.O documento mais famoso,embora não seja o mais antigo, que fala de Loriga como sendo terra-natal de Viriato, é o livro manuscrito História da Lusitânia, escrito pelo Bispo Mor do Reino em 1580.A actual Rua de Viriato,na parte mais antiga do centro histórico da vila, já tinha esse nome no século XII.
O Bairro de São Ginês (S.Gens) é um ex-libris de Loriga e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo, construída no local de uma antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo ao qual os loricenses passaram a chamar S.Ginês, talvêz por este nome ser mais fácil de pronunciar (aliás não existe nenhum santo com o nome de Ginês). Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois n첬cleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês existiam já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.
Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior e que se mantém, foi construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na
porta lateral virada para o adro. De estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destru챠da pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais. O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado tamb챕m a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas
paredes do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada),não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.
Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX. Chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a
actual sede de concelho só conseguiu suplantá-la quase em meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no n첬mero de empresas. Nomes de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos,Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc,fazem parte da rica hist처ria industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos industriais loricenses. Apesar de, por exemplo, do maus acessos que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica, com dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga numa vila industrial progressiva, o que confirma o seu génio.
Mas, Loriga acabou por ser derrotada por um inimigo político e administrativo, local e nacional, contra o qual teve que lutar desde o século XIX. A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de uma região. Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo
recebido forais em 1136 ( João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D.Afonso Henriques ), 1249 ( D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e 1514 ( D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa,teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855. A conspiração movida por desejos expansionistas da localidade que beneficiou com o facto, precipitou os
acontecimentos. Tratou-se de um grave erro político e administrativo; foi, no mínimo, um caso de injusta vingança política, numa época em que não
existia democracia e reinavam o compadrio e a corrupção e assim, come챌ou o declínio de toda a região de Loriga (antigo concelho de Loriga). A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim,Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao Município Loricense. A vila de Loriga situa-se a vinte quilómetros da actual sede de concelho e algumas freguesias da sua região, situam-se a uma distância muito maior. A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense, constitui tamb챕m a Associação de Freguesias da Serra da Estrela, com sede na vila de Loriga.Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades tur챠sticas e as únicas pistas e estância de esqui existentes em Portugal estão localizadas na área da freguesia da vila de Loriga. Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de Loriga,esta região estará desertificada dentro de poucas décadas, o que, tal como em relação a outras relevantes terras históricas do interior do país, será com certeza considerado como uma vergonha nacional. Confirmaria também a óbvia existência de graves e sucessivos erros nas políticas de coesão, administração e ordenamento do território. Para evitar tal situação, vergonhosa para o
país, é necessário no mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel: desenvolver a vila de Loriga, pólo e centro da região.
A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua
escadaria tem cerca de 100 degraus em granito, o que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das caracter챠sticas urbanas medievais do centro histórico da vila de Loriga.
O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos bairros mais conhecidos e típicos da vila. As melhores festas de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto de este bairro do centro histórico da vila dever o nome a São Gens, um
santo de origem céltica matirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área. Com o passar dos séculos os loricenses mudaram o nome do santo para S.Ginês,talvêz por ser mais fácil de pronunciar. Este núcleo da povoa챌찾o, que já esteve separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, 챕 anterior à chegada dos romanos.
Loriga celebrou acordo de geminação com: • A vila, actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.
Para saberem mais sobre esta vila bela e histórica,visitem os melhores e mais visitados sites sobre Loriga em:http://www.Loriga.org ou em http://groups.msn.com/LORIGA.
LORIGA - Tio Sam
Gentílico-Loricense ou Loriguense Concelho-Seia Área-36,52 km² População-1 370 hab. (2005) Densidade37,51 hab./km² Orago-Santa Maria Maior Código postal-6270
Breve hist처ria Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila, o seu nome primitivo,anterior à chegada dos romanos,era Lobriga. O local foi escolhido h찼 mais de dois mil e seiscentos anos, devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras),à abundância de àgua e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma ca챌a,e condi챌천es m챠nimas para a pr찼tica da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condi챌천es m챠nimas de sobreviv챗ncia para uma popula챌찾o e povoa챌찾o com alguma import창ncia. Igreja de LorigaO nome veio,da localiza챌찾o estrat챕gica da povoa챌찾o,do seu protagonismo e dos seus habitantes,nos Herm챠nios (actual Serra da Estrela) na resist챗ncia lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica (antiga coura챌a guerreira).Os Herm챠nius eram o cora챌찾o e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto que os romanos lhe deram o nome de Lorica,nome de coura챌a guerreira, e deste nome derivou Loriga (deriva챌찾o iniciada pelos Visigodos), e que tem o mesmo significado. É um caso raro, em Portugal, de um nome bimilenar,um dos factos que justificam que a coura챌a seja a pe챌a central e principal do brasão histórico da vila.É um nome muito antigo e de grande valor hist처rico para a vila. Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisag챠stica 챕 o
principal atractivo de refer챗ncia. Os socalcos e sua complexa rede de irriga챌찾o s찾o um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca constru챠da pelos
Loricenses ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale belo, mas rochoso, num vale fértil.É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do bel챠ssimo Vale de Loriga,faz parte do patrim처nio hist처rico da vila,e 챕 demonstrativa do g챕nio dos Loricenses. Em termos de patrim처nio hist처rico, destacam-se tamb챕m a ponte e a estrada romanas (s챕culo I a.C.), uma sepultura antropom처rfica (s챕culo VI a.C.), a Igreja Matriz (s챕culo XIII, reconstru챠da), o Pelourinho (s챕culo XIII,reconstru챠do), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos, a Rua de Viriato,o heroi lusitano que a tradi챌찾o local,e diversos antigos documentos,encontram origens nesta antiqu챠ssima povoa챌찾o.A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade,situada na àrea mais antiga do centro histórico da vila,recorda algumas das caracter챠sticas urbanas da 챕poca medieval. A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ru챠u no s챕culo XVI ap처s uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusit창nia, ao restante imp챕rio, merecem destaque.
Tamb챕m o Bairro de S찾o Gin챗s ( S. Gens )챕 um ex-libris de Loriga, e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo constru챠da no local de uma antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo. Quando os romanos chegaram, a povoa챌찾o estava dividida em dois n첬cleos: O maior, mais antigo e
principal, situava-se na àrea onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato, e estava fortificado com muralhas e pali챌ada. No local do actual
Bairro de S.Gin챗s (S.Gens), existiam j찼 algumas habita챌천es encostadas ao promont처rio rochoso, em cima do qual os Visigodos constru챠ram mais tarde uma
ermida dedicada àquele santo. Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado Real e a Igreja
Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era j찼 o de Santa Maria Maior,e que se mant챕m, foi constru챠da no local de um outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com inscri챌천es visig처ticas, que est찼 colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo rom창nico, com tr챗s naves, e tra챌a exterior lembrando a S챕 Velha de
Coimbra, esta igreja foi destru챠da pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais. O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado tamb챕m a resid챗ncia paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edif챠cio da C창mara Municipal constru챠do no s챕culo XIII. Um emiss찼rio do Marqu챗s de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contr찼rio do que aconteceu com a Covilh찾 (outra localidade serrana muito afectada), n찾o chegou do governo de Lisboa qualquer aux챠lio. Loriga 챕 uma vila industrial (t챗xtil) desde o in챠cio do s챕culo XIX, chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho s처 conseguiu suplant찼-la quase em meados do s챕culo XX.Tempos houve em que,s처 Covilh찾 ultrapassava Loriga em n첬mero de empresas.Nomes de empresas,tais como;Regato,Redondinha,Fonte dos Amores,Tapadas,F창ndega,Leit찾o & Irm찾os,Augusto Luis Mendes,Lamas,Nunes Brito,Moura Cabral,Lorimalhas,etc,fazem parte da rica hist처ria industrial desta vila.A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Lu챠s Mendes, o mais destacado dos antigos industriais Loricenses.Apesar,por exemplo,dos maus acessos,que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica com dois mil anos,o facto 챕 que os Loricenses transformaram Loriga numa vila industrial progressiva,o que confirma o seu g챕nio.Mas,Loriga acabou por ser derrotada por um inimigo pol챠tico e administrativo,local e nacional,contra o qual teve que lutar desde o s챕culo XIX. A hist처ria da vila de Loriga 챕, ali찼s, um exemplo das consequ챗ncias que os confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de uma regi찾o. Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o s챕culo XII, tendo recebido forais em 1136 (Jo찾o Rh창nia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas d챕cadas, no reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e 1514 ( D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa, teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855.A conspira챌찾o movida por desejos expansionistas da localidade que beneficiou com o facto,precipitou os acontecimentos.Tratou-se de um grave erro pol챠tico e administrativo,como ali찼s tem vindo a confirmar-se. Foi no m챠nimo um caso de injusta vingan챌a pol챠tica,numa 챕poca em que n찾o existia democracia e reinavam o compadrio e a corrup챌찾o,e assim come챌ou o decl챠nio de toda a Regi찾o de Loriga (antigo concelho de Loriga).Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, come챌ando pela vila de Loriga, esta regi찾o estar찼 desertificada dentro de poucas d챕cadas,o que,tal como em rela챌찾o a outras relevantes terras hist처ricas do interior do pa챠s,ser찼 concerteza considerado
como uma vergonha nacional.Confirmaria tamb챕m a 처bvia exist챗ncia de graves e
sucessivos erros nas pol챠ticas de coes찾o,administra챌찾o e ordenamento do territ처rio.Para evitar tal situa챌찾o,vergonhosa para o pa챠s,챕 necess찼rio no m챠nimo por em pr찼tica o que j찼 챕 reconhecido no papel;Desenvolver a vila de Loriga,polo e centro da regi찾o. A 찼rea onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabe챌a, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoa챌천es anexas, pertenceu ao Munic챠pio Loricense.A vila de Loriga,situa-se a vinte quil처metros da actual sede de concelho, e algumas freguesias da sua regi찾o situam-se a uma dist창ncia muito maior. A Regi찾o de Loriga, 찼rea do antigo Munic챠pio Loricense,constitui tamb챕m a Associa챌찾o de Freguesias da Serra da Estrela,com sede na vila de Loriga. Loriga e a sua regi찾o possuem enormes potencialidades tur챠sticas,e as 첬nicas
pistas e estância de esqui existentes em Portugal,estão localizadas na àrea da freguesia da vila de Loriga. Rua da Oliveira A rua da Oliveira 챕 uma rua situada no centro hist처rico da vila. A sua escadaria tem cerca de 100 degraus em granito, o que lhe d찼 caracter챠sticas peculiares.Esta rua recorda muitas das caracter챠sticas urbanas medievais do centro hist처rico da vila de Loriga. Bairro de S찾o Gin챗s (S.Gens) O bairro de S찾o Gin챗s 챕 um bairro do centro hist처rico de Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos bairros mais conhecidos e tipicos da vila. As melhores festas de S찾o Jo찾o eram feitas aqui. Curioso 챕 o facto de este bairro do centro hist처rico da vila dever o nome a S찾o Gens, um santo de origem c챕ltica matirizado em Arles, na G찼lia, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visig처tica situada na 찼rea. Com o passar dos s챕culos os loricenses mudaram o nome do santo para S.Gin챗s, talv챗z por ser mais f찼cil de pronunciar. Este n첬cleo da povoa챌찾o, que j찼 esteve separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos. Acordos de gemina챌찾o Loriga celebrou acordo de gemina챌찾o com: A vila,actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.
Bras챠lia Virtual - Loriga - Resumo da verdadeira hist처ria
Brasilia Virtual - Um pouqinho sobre muita coisa Bemvindos ao Brasilia Virtual . Info - 21/12/2007
Loriga
'''Loriga''' é uma vila e de igual maneira freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1 370 habitantes (2005) e densidade populacional de 37,51 hab/km짼.
Breve história
Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila, o seu nome primitivo,anterior à chegada dos romanos,era '''Lobriga'''. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos, devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras),à abundância de àgua e de pastos, bem como ao facto de as terras mais baixas providenciarem alguma caça,e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoa챌찾o com alguma import창ncia. O nome veio,da localização estratégica da povoação,do seu protagonismo e tambem dos seus habitantes,nos Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que, claro levou os romanos a porem-lhe o nome de '''Lorica''' (antiga couraça guerreira).Os Hermínius eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto que os romanos lhe deram o nome de Lorica,nome de coura챌a guerreira, e deste nome derivou '''Loriga''' (derivação iniciada pelos Visigodos), que tem o mesmo significado. É um caso raro, em Portugal, de um nome bimilenar,e tambem um dos factos que justificam que a couraça seja a peça central e principal do brasão histórico da vila.É um nome antigo e de grande valor histórico para a vila.
Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o principal atractivo de referência. Os socalcos e a sua complexa rede de irrigação são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca construída pelos Loricenses ao longo de muitas centenas de
anos e que transformou um vale belo, mas rochoso, num vale fértil.É uma obra que também hoje marca a paisagem do belíssimo Vale de Loriga,faz parte do património histórico da vila,e é demonstrativa do génio dos Loricenses.
Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e a estrada romanas ( século I a.C. ), uma sepultura antropom처rfica ( s챕culo VI a.C. ), a Igreja Matriz ( século XIII , reconstruída), o Pelourinho (século XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos, a Rua de Viriato,o heroi lusitano que a tradição local,e diversos antigos documentos,encontram origens nesta antiquíssima povoação.A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade,situada na àrea mais antiga do centro histórico da vila,recorda algumas das características urbanas da época medieval. A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruíu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusit창nia, ao restante império, merecem destaque.
Também o Bairro de São Ginês ( S. Gens )é um ''ex-libris'' de Loriga, e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo construída no local de uma antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo. Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos: O maior, mais antigo e principal, situava-se na àrea onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato, e estava fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês (S.Gens), existiam já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.
Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior,e que se mant챕m, foi constru챠da no local de um outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo românico, com tr챗s naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edif챠cio da C창mara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.
Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do s챕culo XIX , chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá-la quase em meados do século XX .Tempos houve em que,só Covilhã ultrapassava Loriga em n첬mero de empresas.Nomes de empresas,tais como;Regato,Redondinha,Fonte dos Amores,Tapadas,Fândega,Leitão & Irmãos,Augusto Luis Mendes,Lamas,Nunes Brito,Moura Cabral,Lorimalhas,etc,fazem
parte da rica história industrial desta vila.A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos industriais Loricenses.Apesar,por exemplo,dos maus acessos,que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica com dois mil anos,o facto 챕 que os Loricenses transformaram Loriga numa vila industrial progressiva,o que, claro confirma o seu génio.Mas,Loriga acabou por ser derrotada por um inimigo político e administrativo,local e nacional,contra o qual teve que lutar desde o s챕culo XIX.
A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de uma região. Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o s챕culo XII , tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas d챕cadas, no reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e 1514 ( D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa, teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855.A conspiração movida por desejos expansionistas da localidade que beneficiou com o facto,precipitou os acontecimentos.Tratou-se de um grave erro político e administrativo,como aliás tem vindo a confirmar-se.
Foi no mínimo um caso de injusta vingança política,numa 챕poca em que, claro n찾o existia democracia e de reinavam o compadrio e de igual maneira a corrupção,e assim começou o declínio de toda a Região de Loriga (antigo concelho de Loriga).Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de Loriga, esta região estará desertificada dentro de poucas décadas,o que,tal como tambem em relação a outras relevantes terras históricas do interior do país,será concerteza considerado como uma vergonha nacional.Confirmaria também a óbvia existência de graves e sucessivos erros nas pol챠ticas de coes찾o,administra챌찾o e ordenamento do território.Para evitar tal situação,vergonhosa para o pa챠s,챕 necessário no mínimo pôr em prática o que já é reconhecido no papel;Desenvolver a vila de Loriga,polo e de centro da regi찾o.
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoa챌천es anexas, pertenceu ao Munic챠pio Loricense.A vila de Loriga,situa-se a vinte quilómetros da actual sede de concelho, e algumas freguesias da sua região situam-se a uma distância maior.
A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense,constitui também a Associação de Freguesias da Serra da Estrela,com sede na vila de Loriga.
Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas,e as únicas pistas e estância de esqui existentes em Portugal,est찾o localizadas na àrea da freguesia da vila de Loriga.
Rua da Oliveira
A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de cem degraus em granito, o que, claro lhe dá características peculiares.Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais do centro histórico da vila de Loriga.
Bairro de São Ginês (S.Gens)
O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas caracteristicas o tornam num também dos bairros mais
conhecidos e tipicos da vila. As melhores festas de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto de este bairro do centro histórico da vila dever o nome a São Gens , um santo de origem céltica matirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área. Com o passar dos séculos os loricenses mudaram o nome do santo para S.Ginês, talvêz por ser mais fácil de pronunciar. Este núcleo da povoação, que j찼 esteve separado do principal e de igual maneira mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.
Acordos de geminação
Loriga celebrou acordo de geminação com: * A vila,actual cidade de Sacavém , no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.
* Geografia romana em Portugal
*[http://www.loriga.org Portal Loriga News]
*[http://groups.msn.com/Loriga Principal página de Loriga]
Categoria:Antigos municípios de Portugal Categoria:Freguesias de Portugal Categoria:Vilas de Portugal
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Loriga virada para o turismo
LORIGA
O turismo como novo motor de desenvolvimento
Os fontanários da vila, de que recentemente se celebrou o primeiro centenário, são um “marco histórico desta vila histórica”.
A vila de Loriga faz parte do distrito da Guarda, possuindo, para além, da sede de freguesia a povoação anexa de Fontão. Actualmente, tem uma população residente de cerca de 1300 pessoas e depois do fecho de várias fábricas de têxteis, a aposta para um futuro melhor passa pelo sector do turismo. Loriga situa-se a 20 quilómetros de Seia, 80 quilómetros da Guarda e 300 quilómetros de Lisboa. A vila é acessível pela EN 231 e tem ligação directa à Lagoa Comprida e Torre, pela EN338, estrada concluída em 2006 após mais de quarenta longos anos. Encontra-se a cerca de 770 metros de altitude, rodeada pelo maci챌o central da Serra da Estrela, sendo abraçada por dois cursos de 찼gua: a Ribeira de Loriga e Ribeira de S.Bento, que se unem para formarem um dos maiores afluentes do Rio Alva. O simbolismo do 1.º Centenário dos Fontanários da vila, cujas comemorações decorreram recentemente são um marco histórico da freguesia. Recorda-se o facto que foi uma colónia de loricenses que estava em Manaus,Brasil, que ainda hoje em dia possui representa챌찾o naquela cidade brasileira, quem mandou construir os fontan찼rios. Foram criados estes pontos de abastecimento de água próximos das
casas, para facilitar a vida das pessoas e também para enriquecer o património da vila. Os fontanários foram construídos entre 1905 e 1907 e são monumentos que os loricenses querem continuar a preservar. O programa do 1º Centenário dos Fontanários decorreu recentemente, atrav챕s de uma exposi챌찾o de fotografia e pintura intitulada “Loriga, sua Terra e suas Gentes”, na Escola C+S Dr. Reis Leitão. Apreciou-se a actuação do Grupo de Fados de Loriga, no salão paroquial, e no dia forte dos festejos, o programa teve in챠cio pelas 14H00, com uma arruada pela Banda de Loriga, seguindo-se, passada uma hora e meia, a Missa Cantada pelo Orfe찾o de Seia. Seguiu-se a actua챌찾o da Banda de Loriga, no Largo da Igreja e a actua챌찾o do Orfe찾o de Seia e de Tortosendo. Sobre a vila no seu geral, ao longo destes anos tem-se dotado de infra-estruturas que as outras freguesias do concelho n찾o t챗m. Lembro o caso do saneamento básico em toda a povoação, designadamente a ETAR, inaugurada em 1979, a Escola C + S, o posto médico a Estrada de S. Bento (EN 338), “um sonho antigo com mais de quarenta anos que se concluiu e concretizou o ano passado”. Ambicionando mais equipamentos, os loricenses sabem que um Posto de Turismo é importante para a vila. “A autarquia”, congratula-se, “adquiriu um espaço para instalar o Posto de Turismo e o projecto já está a ser feito”.É necessário também um Pavilhão Gimnodesportivo,infraestrutura indispens찼vel para a vila e para a escola C+S,e tamb챕m um Museu dos Lanif챠cios para homenagear a mais antiga ind첬stria do concelho,e que em Loriga tem mais de duzentos anos. Com o fecho dos têxteis, os loricenses querem apostar no turismo,aproveitando as potencialidades tur챠sticas que Loriga tem 챕 fundamental apostar nesta 찼rea. Um conhecido loricense,a quem se deve o conhecimento da história antiga de Loriga e muito tem feito pela sua terra, tem contactado e convidado grupos ligados ao turismo para visitar a vila, acreditando que algum deles possa um dia avan챌ar com um projecto, sobretudo, quando novo quadro comunitário for aprovado. Quem está a liderar as actividades turísticas da serra tem de promover actividades n찾o s처 de Inverno, e n찾o pode continuar a desprezar Loriga, como tem acontecido at챕 agora. Existem na vila belezas espectaculares para explorar, e o caso da praia fluvial, que j찼 atrai muita gente, 챕 um exemplo a seguir. A Junta de Freguesia mandou elaborar um projecto de um anfiteatro e zona de lazer no parque da vila para 500 ou 600 pessoas. Nestes dois anos concluíram-se várias obras de saneamento b찼sico. Havia esgotos em bairros feitos posteriormente à ETAR que estavam a correr para a Ribeira de Loriga que foram ligados à esta챌찾o de tratamento, e nestes dois 첬ltimos anos, j찼 foram instalados tr챗s quil처metros de esgotos por s챠tios onde n찾o v찾o m찼quinas. Foram investidos cerca de 400 a 500 mil euros em obras de saneamento, com os materiais "oferecidos" pela Câmara, mas a mão-de-obra é da Junta de Freguesia. No entanto a Junta de Freguesia tem descurado a pr처pria imagem da vila e existem exemplos desse facto, tais como o escandaloso caso do inexistente ordenamento dos s챠mbolos her찼ldicos da vila, o not처rio desconhecimento da hist처ria de Loriga, e pouca,t챠mida,errada e inconsistente divulga챌찾o da vila por parte dos autarcas loricenses. Loriga perdeu centenas de postos de trabalho nos últimos anos, o
que foi complicado, com muitos loricenses a terem de ir procurar
trabalho fora, outros foram absorvidos por instituições de solidariedade social ou pelos bombeiros voluntários locais. O envelhecimento da população e o decrescimento dos nascimentos também são preocupantes. De nove localidades da Região de Loriga vieram apenas 11 alunos para a Escola C + S da vila, e a Escola EB 1 (antiga Escola Prim찼ria), com oito salas de aulas outrora cheias, est찼 agora quase vazia. Se as politicas dos sucessivos Governos em relação ao interior do Pa챠s n찾o mudarem, torna-se complicado impedir a desertifica챌찾o total, e se tivessem sido criadas estruturas no interior tal como existem nos grandes centros, vinte jovens de Loriga que v찾o em breve para as universidades poderiam ser absorvidos no concelho.
2600 ANOS DE HISTÓRIA - Povoação mágica no alto da Estrela
A vila de Loriga é sem dúvida uma estrela de beleza na área serrana e uma das povoações com maior magia a nível nacional.
Fundada originalmente há mais de 2600 anos, no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila, Loriga 챕 uma das mais mágicas povoações de Portugal. O nome da povoação, segundo os historiadores, veio da sua localização estratégica, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos Hermínios (actual Serra da Estrela), na época da resistência
lusitana, o que levou os romanos a pôr-lhe o nome de Lorica (antiga couraça guerreira), de derivou Loriga (designação iniciada pelos
Visigodos) e que tem o mesmo significado. É um caso raro, em Portugal, de um nome bi-milenar, facto que por si justifica que a coura챌a seja a pe챌a central do bras찾o da vila. “Abraçada” pelas encostas da Serra da Estrela, a povoação foi crescendo com os socalcos verdejantes. A abundância de água e de pastos fez com que ao longo do tempo muitas gera챌천es ali vivessem da agricultura. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos grandes ex-libris da vila, uma obra gigantesca construída pelos loricenses ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale belo, mas rochoso, num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do Vale de Loriga, fazendo parte do património hist처rico local e é demonstrativa do génio dos seus habitantes. Loriga foi também uma forte vila industrial têxtil desde o in챠cio do século XIX. Chegou inclusivamente a ser uma das localidades mais
industrializadas da Beira Interior e a actual sede de concelho, Seia, só conseguiu suplantá-la quase em meados do século XX. Em outros tempos, só mesmo a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Unidades como Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto Luís Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica hist처ria industrial da vila. A principal e maior avenida de Loriga tem mesmo o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos industriais loriguenses.Loriga recebeu forais em 1136,1249,1474 e 1514. São muitos os locais de inigualável beleza que podem ser visitados na vila e nos seus arredores. Só por si as paisagens naturais fazem encher o olho a qualquer visitante, mas a presença humana também
contribuiu para o embelezamento da povoação. Loriga teve ocupação romana e, a comprovar isso mesmo, ainda hoje existe a calçada e a ponte que esta civilização ali construiu. A sua Igreja Paroquial tem na sua fachada a inscrição de 1233 numa pedra com inscri챌천es visig처ticas pertencente a um pequeno templo existente no local até à construção da igreja no século XIII. Sabemos portanto que esta pedra não pertence à actual Igreja, tendo l찼 sido colocada aquando do restauro após 1755. Possui quatro capelas na vila: N.Sª. do Carmo (antiga ermida visig처tica de S.Gens), S찾o Sebasti찾o, N.S짧 Auxiliadora (1893) e N. S짧. da Guia (1921).Uma outra capela,dedicada a Nossa Senhora da Ajuda,encontra-se na bonita aldeia anexa de Font찾o de Loriga. Caracteriza-se também pelos seus cruzeiros (o da Carreira, datado de 1820 e o da Independência, de 1940) e pelos seus fontanários (das Almas, do Adro da Igreja, da Rua Viriato, da Rua do Porto, da Rua do Vinho e do Cabe챌o). Destaque, ainda, para a praia fluvial, que se encontra bem infra-estruturada e, na Primavera e Verão, permite uns mergulhos
inesquecíveis e, durante o Outono e Inverno, é também um local aprazível para um repouso do corpo e do espírito.Não esquecer o facto muito importante de as 첬nicas pistas de esqui de Portugal estarem localizadas em Loriga. Existem depois outros locais mágicos que podem ser descobertos num daqueles fins-de-semana de “vá para fora cá dentro”, em que pode
esquecer-se o bulício dos grandes centros urbanos e descobrir que Portugal tem tesouros escondidos e bem preservados.
ACESSIBILIDADES - Torre mais próxima com nova estrada
Subir ao maciço central da Serra da Estrela é desde há um ano mais fácil através da nova estrada entre a Portela de Loriga e a Lagoa Comprida, que custou 4,5 milhões de euros.
A mais alta montanha de Portugal continental - a Serra da Estrela - passou a ter uma nova “porta” de entrada, desde Outubro do ano passado. A nova via, com cerca de 10 quilómetros, teve um custo de 4,5 milhões de euros e era um velho sonho, principalmente, dos habitantes de Loriga. Para a vila de Loriga, esta nova estrada (EN 338), a qual foi concluída com mais de quatro décadas de atraso, vem trazer novas
perspectivas de desenvolvimento à vila, nomeadamente através do turismo. Trata-se de um projecto co-financiado pela União Europeia atrav챕s do Programa FEDER em 50 por cento e insere-se na rubrica “Acessibilidades na Serra da Estrela” do Programa Operacional Regional do Centro. A estrada começa na Portela de Loriga (ou Portela do Arão), a uma altitude de 960 metros, terminando na EN 339 (Seia-Sabugueiro-Torre), já depois da Lagoa Comprida, a 1.660 metros de altitude, tendo no seu percurso uma inclinação média de sete por cento. Este novo acesso à Serra da Estrela permite uma maior fluidez no
trânsito para todos os que queiram subir até à Torre, desanuviando a EN 339, que, principalmente na época de Inverno, ficava muitas vezes congestionada. O projecto, apresentado em 1998, sofreu algumas alterações com o objectivo de reduzir ao máximo os impactes negativos no meio ambiente. Isto porque a via está inserida na zona do Parque Natural. A via, que é também conhecida por Estrada de São Bento, permite igualmente uma mais rápida evacuação de trânsito da zona do maci챌o central em alturas de fortes nevões. Recorde-se que largas dezenas de turistas já chegaram a ficar “presos” no interior das suas viaturas, na EN 339, aquando de queda de neve com grande intensidade e num curto espaço de tempo. O traçado da nova via foi construído num caminho de terra que já
existia. A faixa de rodagem tem uma largura de 6,5 metros e as valetas possuem dois metros. Foram instaladas guardas de segurança, em betão armado, com m처dulos de duas e três travessas, em praticamente toda a sua extensão. No restante troço, cerca de três quilómetros, foram colocados pilares de granito. Existem ainda balizadores para ajudar os limpa-neves em dias de tempestade. Foi também colocado um placard electrónico para informação sobre questões de segurança, assim como indicação altimétrica, para informar os automobilistas sobre a altitude a que circulam. Dispõe igualmente de sinais luminosos, úteis para a circulação em dias de nevoeiro, e sinais de limite de velocidade. Tendo em conta que se trata de uma estrada utilizada essencialmente por turistas, foram também instalados dois parques de merendas, um miradouro e gares de paragem.
LORIGA & SACAVÉM
BRASÕES DE LORIGA E DE SACAVÉM [http://www.LoricaLoriga.no.sapo.pt]
LORIGA & SACAVÉM - LOCALIDADES GEMINADAS
Sacavém, foi o destino preferido para muitos loricenses, entre as décadas de quarenta e de setenta do século XX. Estes loricenses,que,com muita dor, tiveram que deixar a sua terra para procurar uma vida melhor,tiveram um papel fundamental no desenvolvimento da então vila de Sacavém. Sacavém,tornou-se a localidade,depois da vila de Loriga,com maior número de loricenses residentes.Com o tempo,alguns destes loricenses e seus descendentes,foram-se espalhando por outras localidades dos arredores de Lisboa, e pela capital. Em 5 de Março de 1987,um grupo destes dinâmicos loricenses,fundaram em Sacavém,a ANALOR,Associação dos Naturais e Amigos de Loriga.Esta associação foi desde logo apoiada pela autarquia local,em reconhecimento pelo papel desempenhado pelos loricenses em Sacavém. Em 1 de Junho de 1996,foi assinado entre as autarquias das vilas de Loriga e Sacavém,um protocolo de geminação entre as duas localidades.Esta consequência da mútua afectividade existente,coincidiu com a inauguração da nova sede da ANALOR,sede que não existiria sem o apoio da autarquia sacavenense.Outra coincidência,foi o facto de estar a decorrer a 8ª Semana Serrana,um evento cultural de grande qualidade, organizado anualmente em Sacavém pela ANALOR.Esta prestigiada associação,publica regularmente o jornal Garganta de Loriga,grande pólo de união e comunicação entre os loricenses espalhados pelo mundo. A ANALOR,é uma associação fundamental para a vila de Loriga e para os loricenses.
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Associação dos Naturais e Amigos de Loriga
Esta prestigiada associação foi fundada em 1987 por loricenses dos tais que,por conta própria ou dentro de qualquer instituição ou associação loricense,trabalham incansávelmente para promover a sua terra-natal e contribuir para a resolução dos poblemas que a afectam.Loriga deve muito a estes loricenses que,embora não residam na vila,têm lá os seus corações e as suas almas,aqueles que desenvolvem permanentemente um imenso trabalho pessoal ou colectivo (conforme a opção) pela terra que os viu nascer. A A.N.A.L.O.R publica um jornal,o Garganta de Loriga,que é um importante meio de comunicação entre os loricenses espalhados pelo país e pelo mundo. Foi o jornal Garganta de Loriga que,pela escrita de um grande Loricense,acordou os naturais desta vila serrana para a sua história mais antiga.
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LORIGA
40º 19' N 7º 41'O
Gentílico - Loricense ou loriguense Concelho - Seia Área - 36,52 km² População - 1 367 hab. (2005) Densidade - 37,51 hab./km² Orago - Santa Maria Maior Código postal - 6270
Apelidada de "Suíça Portuguesa", é a vila mais alta de Portugal.
Loriga é uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de área, 1 367 habitantes (2005) e densidade populacional de 37,51 hab/km². Tem uma povoação anexa, o Fontão. Loriga encontra-se a 20 km de Seia, 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A vila é directamente acessível pela EN 231, e indirectamente pela EN338, e tem acesso directo à Lagoa Comprida, pela referida EN338, estrada concluída em 2006, seguindo um traçado pré-existente e pré-projectado há mais de quarenta anos, com um percurso de 9,2 km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas 960m (Portela de Loriga,também conhecida por Portela do Arão) e 1650m, junto à Lagoa Comprida.
É conhecida há décadas como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária localização geográfica. Está situada a cerca de 770m de altitude,na sua parte urbana mais baixa, rodeada por montanhas, das quais se destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato (1771m), e é abraçada por dois cursos de água: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento, que se unem depois da E.T.A.R. para formarem um dos maiores afluentes do Rio Alva.A montante da vila, a Ribeira de Loriga recebe também o Ribeiro da Nave, um afluente que tem um curso extraordinário e passa por uma das zonas mais belas do Vale de Loriga, incluíndo os famosos Bicarões, cascatas a alta altitude junto das quais se encontra uma conhecida quinta.
A vila está dotada de uma ampla gama de infrastrutras físicas e culturais, que abrangem todas as àreas e todos os grupos etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, fundada em 1905, os Bombeiros Voluntários de Loriga, criados em 1982, cujos serviços se desenvolvem na àrea equivalente ao antigo concelho de Loriga, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a Escola C+S Dr. Reis Leitão. Em Março de 2007 iniciaram-se as obras do novo Quartel dos Bombeiros Voluntários, edifício que se prevê concluído durante o primeiro semestre de 2008. Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas) e festas em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (durante o mês de Julho), com as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada à padroeira dos emigrantes loricenses, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.
Breve história
Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma caça e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e povoação com alguma importância.
O nome veio da localização estratégica da povoação, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica (antiga couraça guerreira), de que derivou Loriga, palavra que tem o mesmo significado. Os Hermínios eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto que os romanos lhe deram o nome de Lorica, e deste nome derivou Loriga (derivação iniciada pelos Visigodos) e que tem o mesmo significado. É um caso raro, em Portugal, de um nome bi-milenar,e a Lorica é a peça principal do brasão da vila. Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o principal atractivo de referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca construída pelos loricenses ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale belo mas rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do belíssimo Vale de Loriga, fazendo parte do património histórico da vila e é demonstrativa do génio dos seus habitantes.
Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja Matriz (século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos e a Rua de Viriato. A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade, situada na área mais antiga do centro histórico da vila, recorda algumas das características urbanas da época medieval. A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque. A tradição local e diversos antigos documentos apontam Loriga como berço de Viriato, e no início do século XX existiu mesmo um movimento loriguense para lhe erigir um estátua na vila, o que não chegou a concretizar-se.O documento mais famoso,embora não seja o mais antigo, que fala de Loriga como sendo terra-natal de Viriato, é o livro manuscrito História da Lusitânia, escrito pelo Bispo Mor do Reino em 1580.A actual Rua de Viriato, na parte mais antiga do centro histórico da vila, já tinha esse nome no século XII.
O Bairro de São Ginês (S.Gens) é um ex-libris de Loriga e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo, construída no local de uma antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo ao qual os loricenses passaram a chamar S.Ginês, talvêz por este nome ser mais fácil de pronunciar (aliás não existe nenhum santo com o nome de Ginês). Quando os romanos chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se na área onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês existiam já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.
Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior e que se mantém, foi construída no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais. O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.
Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX. Chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá-la quase em meados do século XX. Tempos houve em que só a Covilhã ultrapassava Loriga no número de empresas. Nomes de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos industriais loricenses. Apesar de, por exemplo, dos maus acessos que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica, com dois mil anos, o facto é que os loriguenses transformaram Loriga numa vila industrial progressiva, o que confirma o seu génio.
Mas, Loriga acabou por ser derrotada por um inimigo político e administrativo, local e nacional, contra o qual teve que lutar desde o século XIX. A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de uma região. Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas décadas, no reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e 1514 ( D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa, teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855. A conspiração movida por desejos expansionistas da localidade que beneficiou com o facto, precipitou os acontecimentos. Tratou-se de um grave erro político e administrativo; foi, no mínimo, um caso de injusta vingança política, numa época em que não existia democracia e reinavam o compadrio e a corrupção e assim, começou o declínio de toda a região de Loriga (antigo concelho de Loriga). A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao Município Loricense. A vila de Loriga situa-se a vinte quilómetros da actual sede de concelho (Seia) e algumas freguesias da sua região, situam-se a uma distância muito maior. A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense, constitui também a Associação de Freguesias da Serra da Estrela, com sede na vila de Loriga. Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas e as únicas pistas e estância de esqui existentes em Portugal estão localizadas na área da freguesia da vila de Loriga. Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, começando pela vila de Loriga, esta região estará desertificada dentro de poucas décadas, o que, tal como em relação a outras relevantes terras históricas do interior do país, será com certeza considerado como uma vergonha nacional. Confirmaria também a óbvia existência de graves e sucessivos erros nas políticas de coesão, administração e ordenamento do território. Para evitar tal situação, vergonhosa para o país, é necessário no mínimo por em prática o que já é reconhecido no papel: desenvolver a vila de Loriga, pólo e centro da região.
A rua da Oliveira é uma rua situada no centro histórico da vila. A sua escadaria tem cerca de 100 degraus em granito, o que lhe dá características peculiares. Esta rua recorda muitas das características urbanas medievais do centro histórico da vila de Loriga.
O bairro de São Ginês é um bairro do centro histórico de Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos bairros mais conhecidos e típicos da vila. As melhores festas de São João eram feitas aqui. Curioso é o facto de este bairro do centro histórico da vila dever o nome a São Gens, um santo de origem céltica matirizado em Arles, na Gália, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visigótica situada na área. Com o passar dos séculos os loricenses mudaram o nome do santo para S.Ginês, talvez por ser mais fácil de pronunciar. Este núcleo da povoação, que já esteve separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.
Loriga celebrou acordo de geminação com: • A vila, actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.
Para saberem mais sobre esta vila bela e histórica,visitem os melhores e mais visitados sites sobre Loriga em:http://www.Loriga.org ou http://groups.msn.com/LORIGA.
LORIGA
Origem: WebEnciclop챕dia.
40쨘 19' N 7쨘 41'O
Gent챠lico - Loricense ou loriguense Concelho - Seia Área - 36,52 km² Popula챌찾o - 1 367 hab. (2005) Densidade - 37,51 hab./km짼 Orago - Santa Maria Maior C처digo postal - 6270
Apelidada de "Su챠챌a Portuguesa", 챕 a vila mais alta de Portugal.
Loriga 챕 uma vila e freguesia portuguesa do concelho de Seia, distrito da Guarda. Tem 36,52 km짼 de 찼rea, 1 367 habitantes (2005) e densidade populacional de 37,51 hab/km짼. Tem uma povoa챌찾o anexa, o Font찾o. Loriga encontra-se a 20 km de Seia, 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A vila 챕 directamente acess챠vel pela EN 231, e indirectamente pela EN338, e tem acesso directo à Lagoa Comprida, pela referida EN338, estrada conclu챠da em 2006, seguindo um tra챌ado pr챕-existente e pr챕-projectado h찼 mais de quarenta anos, com um percurso de 9,2 km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas 960m (Portela de Loriga,tamb챕m conhecida por Portela do Arão) e 1650m, junto à Lagoa Comprida.
É conhecida há décadas como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária localiza챌찾o geogr찼fica. Est찼 situada a cerca de 770m de altitude,na sua parte urbana mais baixa, rodeada por montanhas, das quais se destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato (1771m), e 챕 abra챌ada por dois cursos de 찼gua: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento, que se unem depois da E.T.A.R. para formarem um dos maiores afluentes do Rio Alva.A montante da vila, a Ribeira de Loriga recebe tamb챕m o Ribeiro da Nave, um afluente que tem um curso extraordin찼rio e passa por uma das zonas mais belas do Vale de Loriga, inclu챠ndo os famosos Bicar천es, cascatas a alta altitude junto das quais se encontra uma conhecida quinta.
A vila est찼 dotada de uma ampla gama de infrastrutras f챠sicas e culturais, que abrangem todas as àreas e todos os grupos et찼rios, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, fundada em 1905, os Bombeiros Volunt찼rios de Loriga, criados em 1982, cujos serviços se desenvolvem na àrea equivalente ao antigo concelho de Loriga, a Casa de Repouso N짧. Sr짧. da Guia, uma das 첬ltimas obras sociais de relevo, e a Escola C+S Dr. Reis Leit찾o. Em Mar챌o de 2007 iniciaram-se as obras do novo Quartel dos Bombeiros Volunt찼rios, edif챠cio que se prev챗 conclu챠do durante o primeiro semestre de 2008. Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a P찼scoa (com a Amenta das Almas) e festas em honra de Sto. Ant처nio (durante o m챗s Junho) e S. Sebasti찾o (durante o m챗s de Julho), com as respectivas mordomias e prociss천es. Por챕m, o ponto mais alto das festividades religiosas 챕 a festa dedicada à padroeira dos emigrantes loricenses, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de N짧. Sr짧. da Ajuda, no Font찾o de Loriga.
Breve hist처ria
Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro hist처rico da vila. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras), à abundância de água e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma ca챌a e condi챌천es m챠nimas para a pr찼tica da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condi챌천es m챠nimas de sobreviv챗ncia para uma popula챌찾o e povoa챌찾o com alguma import창ncia.
O nome veio da localiza챌찾o estrat챕gica da povoa챌찾o, do seu protagonismo e dos seus habitantes nos Herm챠nios (actual Serra da Estrela) na resist챗ncia lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica (antiga coura챌a guerreira), de que derivou Loriga, palavra que tem o mesmo significado. Os Hermínios eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto que os romanos lhe deram o nome de Lorica, e deste nome derivou Loriga (deriva챌찾o iniciada pelos Visigodos) e que tem o mesmo significado. É um caso raro, em Portugal, de um nome bi-milenar. Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisag챠stica 챕 o principal atractivo de refer챗ncia. Os socalcos e sua complexa rede de irriga챌찾o s찾o um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca constru챠da pelos loricenses ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale belo mas rochoso num vale fértil. É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do bel챠ssimo Vale de Loriga, fazendo parte do patrim처nio hist처rico da vila e 챕 demonstrativa do g챕nio dos seus habitantes.
Em termos de patrim처nio hist처rico, destacam-se tamb챕m a ponte e a estrada romanas (s챕culo I a.C.), uma sepultura antropom처rfica (s챕culo VI a.C.), a Igreja Matriz (s챕culo XIII, reconstru챠da), o Pelourinho (s챕culo XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos e a Rua de Viriato. A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade, situada na 찼rea mais antiga do centro hist처rico da vila, recorda algumas das caracter챠sticas urbanas da 챕poca medieval. A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruiu no s챕culo XVI ap처s uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusit창nia, ao restante imp챕rio, merecem destaque. A tradi챌찾o local e diversos antigos documentos apontam Loriga como ber챌o de Viriato, e no in챠cio do s챕culo XX existiu mesmo um movimento loriguense para lhe erigir um est찼tua na vila, o que n찾o chegou a concretizar-se.O documento mais famoso,embora n찾o seja o mais antigo, que fala de Loriga como sendo terra-natal de Viriato, 챕 o livro manuscrito Hist처ria da Lusit창nia, escrito pelo Bispo Mor do Reino em 1580.A actual Rua de Viriato, na parte mais antiga do centro hist처rico da vila, j찼 tinha esse nome no s챕culo XII.
O Bairro de S찾o Gin챗s (S.Gens) 챕 um ex-libris de Loriga e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo, constru챠da no local de uma antiga ermida visig처tica precisamente dedicada àquele santo ao qual os loricenses passaram a chamar S.Gin챗s, talv챗z por este nome ser mais f찼cil de pronunciar (ali찼s n찾o existe nenhum santo com o nome de Gin챗s). Quando os romanos chegaram, a povoa챌찾o estava dividida em dois n첬cleos. O maior, mais antigo e principal, situava-se na 찼rea onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato e estava fortificado com muralhas e pali챌ada. No local do actual Bairro de S.Gin챗s existiam j찼 algumas habita챌천es encostadas ao promont처rio rochoso, em cima do qual os Visigodos constru챠ram mais tarde uma ermida dedicada àquele santo.
Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era j찼 o de Santa Maria Maior e que se mant챕m, foi constru챠da no local de outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com inscri챌천es visig처ticas, que est찼 colocada na porta lateral virada para o adro. De estilo rom창nico, com tr챗s naves, e tra챌a exterior lembrando a S챕 Velha de Coimbra, esta igreja foi destru챠da pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais. O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado tamb챕m a resid챗ncia paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edif챠cio da C창mara Municipal constru챠do no s챕culo XIII. Um emiss찼rio do Marqu챗s de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contr찼rio do que aconteceu com a Covilh찾 (outra localidade serrana muito afectada), n찾o chegou do governo de Lisboa qualquer aux챠lio.
Loriga 챕 uma vila industrial (t챗xtil) desde o in챠cio do s챕culo XIX. Chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho s처 conseguiu suplant찼-la quase em meados do s챕culo XX. Tempos houve em que s처 a Covilh찾 ultrapassava Loriga no n첬mero de empresas. Nomes de empresas, tais como: Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, F창ndega, Leit찾o & Irm찾os, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica hist처ria industrial desta vila. A principal e maior avenida de Loriga tem o nome de Augusto Lu챠s Mendes, o mais destacado dos antigos industriais loricenses. Apesar de, por exemplo, dos maus acessos que se resumiam à velhinha estrada romana de Lorica, com dois mil anos, o facto 챕 que os loriguenses transformaram Loriga numa vila industrial progressiva, o que confirma o seu g챕nio.
Mas, Loriga acabou por ser derrotada por um inimigo pol챠tico e administrativo, local e nacional, contra o qual teve que lutar desde o s챕culo XIX. A hist처ria da vila de Loriga 챕, ali찼s, um exemplo das consequ챗ncias que os confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de uma regi찾o. Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o s챕culo XII, tendo recebido forais em 1136 (Jo찾o Rh창nia, senhorio das Terras de Loriga durante cerca de duas d챕cadas, no reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III ), 1474 ( D.Afonso V ) e 1514 ( D.Manuel I ), mas, por ter apoiado os chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa, teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855. A conspira챌찾o movida por desejos expansionistas da localidade que beneficiou com o facto, precipitou os acontecimentos. Tratou-se de um grave erro pol챠tico e administrativo; foi, no m챠nimo, um caso de injusta vingan챌a pol챠tica, numa 챕poca em que n찾o existia democracia e reinavam o compadrio e a corrup챌찾o e assim, come챌ou o decl챠nio de toda a regi찾o de Loriga (antigo concelho de Loriga). A 찼rea onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabe챌a, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoa챌천es anexas, pertenceu ao Munic챠pio Loricense. A vila de Loriga situa-se a vinte quil처metros da actual sede de concelho (Seia) e algumas freguesias da sua regi찾o, situam-se a uma dist창ncia muito maior. A Regi찾o de Loriga, 찼rea do antigo Munic챠pio Loricense, constitui tamb챕m a Associa챌찾o de Freguesias da Serra da Estrela, com sede na vila de Loriga. Loriga e a sua regi찾o possuem enormes potencialidades tur챠sticas e as 첬nicas pistas e est창ncia de esqui existentes em Portugal est찾o localizadas na 찼rea da freguesia da vila de Loriga. Se nada de verdadeiramente eficaz for feito, come챌ando pela vila de Loriga, esta regi찾o estar찼 desertificada dentro de poucas d챕cadas, o que, tal como em rela챌찾o a outras relevantes terras hist처ricas do interior do pa챠s, ser찼 com certeza considerado como uma vergonha nacional. Confirmaria tamb챕m a 처bvia exist챗ncia de graves e sucessivos erros nas pol챠ticas de coes찾o, administra챌찾o e ordenamento do territ처rio. Para evitar tal situa챌찾o, vergonhosa para o pa챠s, 챕 necess찼rio no m챠nimo por em pr찼tica o que j찼 챕 reconhecido no papel: desenvolver a vila de Loriga, p처lo e centro da regi찾o.
A rua da Oliveira 챕 uma rua situada no centro hist처rico da vila. A sua escadaria tem cerca de 100 degraus em granito, o que lhe d찼 caracter챠sticas peculiares. Esta rua recorda muitas das caracter챠sticas urbanas medievais do centro hist처rico da vila de Loriga.
O bairro de S찾o Gin챗s 챕 um bairro do centro hist처rico de Loriga cujas caracteristicas o tornam num dos bairros mais conhecidos e t챠picos da vila. As melhores festas de S찾o Jo찾o eram feitas aqui. Curioso 챕 o facto de este bairro do centro hist처rico da vila dever o nome a S찾o Gens, um santo de origem c챕ltica matirizado em Arles, na G찼lia, no tempo do imperador Diocleciano, orago de uma ermida visig처tica situada na 찼rea. Com o passar dos s챕culos os loricenses mudaram o nome do santo para S.Gin챗s, talvez por ser mais f찼cil de pronunciar. Este n첬cleo da povoa챌찾o, que j찼 esteve separado do principal e mais antigo, situado mais abaixo, é anterior à chegada dos romanos.
Loriga celebrou acordo de gemina챌찾o com: 쨌 A vila, actual cidade de Sacav챕m, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.
쨌 Esta p찼gina foi modificada pela 첬ltima vez a 21h11min, 20 de Novembro de 2007. 쨌 O texto desta p찼gina est찼 sob a Free Documentation License. 쨌 Os direitos autorais de todas as contribui챌천es para a WebEnciclop챕dia pertencem aos seus respectivos autores (mais informa챌천es em direitos autorais).
 
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Some historical dates 446 B.C. - Arrive of the Celts,wich stablished in the actual Portugal and Galiza territory. 218 B.C. - Begining of the roman invasion into Iberian Península,with the disembark of Cneu Cipião. 180 B.C. - Possible date of Viriathus born in Lobriga,known as Lorica by the Romans (actual Loriga),in Hermínius mons,heart of the Lusitania. 154 B.C. - First great battle between Lusitanians and Romans troops.The Lusitanians,comanded by Punico,maded a heavy loss in the Roman armies. 153 B.C. - Cesaro,in the comandof the Lusitanians,defeated the Romans,wich lost nine thousand men. 151 B.C. - Servius Sulpícius Galba,after several combats and after offer piece and lands to the Lusitanians,he convinced them to deliver their arms,and after this,Servius killed thousands of Lusitanians,and then selled the survivors,as slaves,by sending them to Gaul.However,some of the survivors escaped;one of them was Viriathus. 147 B.C. - Viriathus was elected chief of the Lusitanian People.The Lusitanians,comanded by Viriathus,defeated the Romans,that had lost thousands of men,including Pretor Vetílius. 146 B.C. - A pretorian army,comanded by Plaucius,was defeated by Viriathus,and the Lusitanians killed thousands of Romans troops.In the same year,the Romans losed their important army.Viriathus`Lusitanians defeated the roman forces of Claudius Unimanus,governor of the Citerior. 145 B.C. - Viriathus`Lusitanians defeated the roman forces of Caius Nigidius. 143 B.C. - The roman forces of Fabius Maximus Aemilianus are defeated in Ossuma (near modern Cordoba).The roman forces of Fabius Maximus Aemilianus are totally defeated near what is today the city of Beja,in Alentejo. 142 B.C. - Serviliano was defeated by Viriathus,dying more than three thousand Romans,and the survivors escaped in the nigth. 140 B.C. - Fabius Servilianus,new Consul of Citerior,after having sacked several cities loyal to Viriathus in Baetica and southern Lusitania,is defeated by the Lusitanians in Erisane (in Baetica).Thousands of Roman troops were surrounded by the Lusitanians,without any way of escaping.In a good will alt,Viriathus proposed a treaty of piece, accepted by the roman Pretor,and suported by Rome.Viriathus was then considered as "friend of Rome" to live in piece in their lands. 139 B.C. - The Pro-Consul Servilio Cepião,with rome`s autorization,restarted the war,and ordered the assassination of Viriathus.The great Lusitanian leader was murdered in his tend while he was sleeping.Rome,proud of it`s culture and civilization,finnished,in this shamed and deshonourable way,the Lusitanian resistance,wich prevailed,but with less deaths in the Roman armies. 40 B.C. - Possible date of conclusion of the Roman road construction in Lorica. 20 B.C. - Defenitive demarcation of the Lusitania frontiers,wich covered the actual portuguese territory and that extended close to Tolletum (actual Toledo).
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